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Acontece esta semana, de 18 a 21 de março, em Cuiabá, o 3º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental. O objetivo do congresso é criar um debate entre imprensa, governo e sociedade sobre desenvolvimento e meio ambiente, ou, resumidamente: vamos falar sobre sustentabilidade. A pauta do momento.

E mesmo sendo a pauta do momento, não é uma pauta muito bem discutida.

Se você, assim como eu, lê o jornal diariamente, sabe que a pauta ambiental é rara na cobertura midiática. Nossa imprensa não está acostumada a cobrar do governo soluções para o problema ambiental. Essa semana uma entrevista com o ex-vice-presidente estadunidense, Al Gore, falava justamente sobre a facilidade de se resolver algumas das crises ambientais, basta que a sociedade cobre atitudes de seus representantes. A imprensa é um meio que a sociedade tem de cobrar essas atitudes, porém isso não é visto com frequência.

Outro objetivo do congresso é incentivar estudantes, principalmente de jornalismo, a direcionar sua produção acadêmica à área ambiental. A maioria dos estudantes de jornalismo, quando pensam em seus TCC's, por exemplo, preferem sempre seguir a linha padrão Globo [para quem opta pelo telejornal], Veja [para quem opta por revista] ou Folha/Estadão [para quem opta por jornal impresso]. O ritmo alucinado de desenvolvimento humano permite um vasto material para que seja abordado também o tema do meio ambiente nos trabalhos acadêmicos.

Faço um breve mea culpa: ao menos no meu curso, dificilmente discutimos jornalismo ambiental. É uma área mais específica do jornalismo, talvez, mas que não impede que seja um tema abordado em sala. Ou que seja ao menos mencionado aos estudantes. O 3º CBJA não foi sequer divulgado em nossa universidade, menos ainda nos meios de comunicação em geral. Com exceção do próprio portal do CBJA, alguns poucos blogs e poucos portais de comunicação, não tem como saber da existência desse Congresso.

[aproveito para pedir desculpas aos meus três leitores pelo atraso em informar a respeito do Congresso]

O jornalista e professor Wilson da Costa Bueno, em artigo publicado no Observatório do Direito à Comunicação, fala sobre o papel do jornalismo ambiental, que deve ter como principal característica seu papel denunciador. O jornalismo ambiental deve ser uma arma a ser utilizada pela sociedade para defender os interesses dessa geração e das gerações futuras. Evitar que uns poucos continuem ganhando dinheiro em cima da ignorância da massa, que desconhece os problemas ambientais de seu país.

Este ano teremos eleições. Exceto a candidata Marina Silva, já conhecida por sua defesa apaixonada das questões ambientais, veremos quantos outros candidatos vão se preocupar com o mesmo tema. E veremos quanto a nossa imprensa cobrará esse posicionamento.



[antes das críticas, já me antecedo: o título do post é meramente irônico.]

Muita gente acha que as festas do final de ano são para comemorar em família, ou beber até cair, ou dar uma sumida do mapa, organizar a casa e a vida, a agenda do próximo ano. Visitar museus, nessa época? Pode começar a pensar nisso.

Feriados são ótimos aqui em São Paulo para andar de carro. Qualquer lugar é próximo, o trânsito simplesmente desaparece e filas parecem uma lenda distante. Aproveitando que a cidade estava vazia, no Natal eu fui visitar o Museu do Futebol. E como alguém que não é uma fã incondicional do esporte, devo dizer que fiquei simplesmente encantada com o museu.

Não tem como você entrar ali e não sentir o coração bater mais forte, mesmo que você não goste tanto de futebol. Lá você conhece os principais jogadores da história do futebol mundial [e é claro, mas é ÓBVIO que o Pelé está lá. CLARO!], você pode ouvir narrações históricas do rádio, ver algumas personalidades comentando sobre os gols que marcaram a história de suas vidas. Tem também um cinema 3-D, onde é possível assistir a algumas jogadinhas de Ronaldo. O Gaúcho.

Um setor especial do museu, no qual você ganha uma hora bem fácil, é a história do futebol brasileiro associado a grandes fatos da história nacional. Ali você relembra do Chacrinha, da ditadura militar, da morte de Ayrton Senna, da explosão do É o Tchan! e seus derivados [sim, isso, goste você ou não, faz parte da história nacional]. E lembra também das vitórias e, infelizmente, das derrotas do Brasil nas Copas. Aliás, a derrota da Copa de 1950 no Maracanã tem uma "homenagem" especial.

Mas a melhor... bom, difícil falar de UMA melhor parte. O que eu vi, que me deixou arrepiada por quase meia hora, foi a homenagem às torcidas brasileiras. Um vídeo-montagem de CENTENAS de torcidas de diferentes estados, sendo projetadas direto embaixo da arquibancada do Pacaembu. Isso mesmo. Ali embaixo de onde os torcedores sofrem, gritam, pulam e comemoram, a maior homenagem que eu já vi a esses milhões de apaixonados e aficionados pelo futebol. Eu, que nem sou tão apaixonada, fiquei emocionada de verdade.

Infelizmente, não é permitido fotografar dentro do Museu. Porém vale a visita, até mesmo pelo gostinho de quero mais que fica no final, quando o visitante consegue chegar, quase entrar mesmo, no gramado do estádio. Garanto a vocês, vale a visita.

O Museu do Futebol fica na Praça Charles Miller, no Estádio do Pacaembu. Para quem vai de transporte público, fica próximo às estações Barra Funda ou Consolação do metrô. O ingresso custa R$ 6,00, estudantes pagam meia. O museu funciona de terça a domingo, com entrada das 10 às 17h.

Uma última dica: lá no estádio tem também o bar O Torcedor. Depois de visitar o museu, vale dar uma refrescada nesse ambiente extremamente agradável.

Não é o intuito deste blog recomendar qualquer livro aleatório, né, afinal, temos aqui um blog que fala sobre o jornalismo e tudo mais. Mas estamos de férias da faculdade né? Eu sei que o jornalismo não tira férias, mas por enquanto eu tiro, e faço algumas leituras mais leves, justamente por saber o que me espera lá na frente.

Uma das grandes diversões que eu tenho na vida é andar por livrarias. Adoro, realmente, deve ser um mal que nasceu na minha infância. E com essa onda de super-livrarias, em que o cliente se sente praticamente na biblioteca de casa, me sinto muito à vontade para passar horas passeando. Numa dessas andanças, descobri o livro Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Marçal Aquino. O título já me chamou a atenção, é uma declaração de amor. Resolvi lançar mão de uma velha tática, ler duas páginas do livro pra ver o que eu achava.

Não foi preciso ler duas páginas. Comprei o livro, e simplesmente mergulhei nessa história de amor e loucura criada por Marçal de Aquino. Não tem como você não experimentar os sentimentos vividos pelo fotógrafo Cauby, saído de São Paulo para ganhar dinheiro na região do garimpo, no norte do país. Não tem como se compadecer da história de amor e frustração do velho Altino [ainda mais eu, que me identifiquei bastante com o seu fracasso amoroso, hehehehe], ou não imaginar a beleza sensual e controversa de Lavínia, alvo do amor, paixão e loucura de Cauby.

O livro brinca com o tempo de uma forma que eu sempre gostei muito, principalmente em filmes. Ele narra a história no presente, com spots do passado dos personagens, de como eles chegaram até aqui, porque decidiram ficar na cidade, pequenos vislumbres de como está a vida deles hoje. Um estilo meio Brilho eterno de uma mente sem lembranças, em que aos poucos você vai descobrindo o que aconteceu com cada um.

Uma história de amor precisa necessariamente ter final feliz? E o que seria o tal "final feliz", que os enamorados tanto propagam? E essa história, que envolve amor, loucura, traição e violência, numa cidade vivendo a corrida pelo ouro, o que seria o final feliz num cenário como este?

"O que acontece é que, quando estou com você, eu me perdôo por todas as lutas que a vida venceu por pontos, e me esqueço completamente que gente como eu, no fim, acaba saindo mais cedo de bares, de brigas e de amores para não pagar a conta. Isso eu poderia ter dito a ela. Mas não disse.(...)
Vivíamos o fim da nossa história, mas só eu sabia disso. E não deixei transparecer. Conversamos amenidades por um tempo, relaxados, dentro do Corcel de Chang estacionado em frente da casa. O pastor voltaria de viagem naquele dia - e a possibilidade de que pudesse chegar a qualquer instante e nos surpreender ali não parecia afetar Lavínia. Antes de entrar, ela ainda terminou de me contar, em detalhes, uma longa história sobre a avó, sua amada avó. Estava descendo do carro com o mochilão verde-oliva, depois de me beijar no rosto, na hora em que perguntei:
Já pensou se ele descobre?
Lavínia ruminou a questão por um momento, junto com o chiclete que tinha na boca. Então fechou a porta do Corcel e se debruçou na janela, para me presentear com uma bola e, depois que a estourou, com uma revelação:
Não se preocupe. Ele sabe."
[trecho do livro "Eu Receberia As Piores Notícias Dos Seus Lindos Lábios, de Marçal Aquino, Cia. das Letras, 2005, 4ª edição, págs 154; 161-162]

No mais, o autor ainda nos presenteia com trechos de um estudo sobre o amor, feito pelo professor Benjamin Schianberg. Gostei tanto de algumas das coisas que eu li sobre o tal estudo que fui pesquisar, obviamente, no pai Google, que tudo sabe, tudo viu. Pois o pai Google nunca soube, nunca viu nem ouviu falar desse tal Schianberg. Personagem criado por Aquino exclusivamente para estrelar as páginas do seu romance, Schianberg nos lança algumas pérolas sobre o amor, algumas das quais eu concordo e repasso para vocês.

"De acordo com o professor Schianberg (op. cit.), não é possível determinar o momento exato em que uma pessoa se apaixona. Se fosse, ele afirma, bastaria um termômetro para comprovar sua teoria de que, nesse instante, a temperatura corporal se eleva vários graus. Uma febre, nossa única sequela divina. Schianberg diz mais: ao se apaixonar, um 'homem de sangue quente' experimenta o desamparo de sentir-se vulnerável. Ele não caçou; foi caçado"

"Queremos o que não podemos ter, diz o professor Schianberg, o mais obscuro dos filósofos do amor. É normal, saudável. O que diferencia uma pessoa de outra, ele acrescenta, é o quanto cada um quer o que não pode ter. Nossa ração de poeira das estrelas."

"O trecho está grifado no livro. Nele, o professor Schianberg dá voz a Nietzsche - 'Há sempre um pouco de loucura no amor, mas há sempre um pouco de razão na loucura' -, para depois contestá-lo, lembrando que na loucura dos amores contrariados não há espaço nenhum para a razão, apenas para mais loucura."

"Em O que vemos no mundo, aprecio o capítulo em que o professor Schianberg fala da primeira vez que despimos certas mulheres. Com algumas, é sempre a primeira vez, diz o lunático mestre. Não se deve ter pressa, ele ensina no capítulo intitulado 'Vestir e despir o mundo'. Olhando aquela mulher atravessar a rua na chuva, pensei: eu daria um dedo para arrancar o vestido verde que ela está usando. Um dedo não. Dois. (E acabei dando mais. Meus ossos, todos)."
[trecho do livro "Eu Receberia As Piores Notícias Dos Seus Lindos Lábios, de Marçal Aquino, Cia. das Letras, 2005, 4ª edição, págs 14-15; 22; 25-26]

Se você está buscando um romance não convencional, desses em que eles se casam e são felizes para sempre, vale a leitura. Diferente daquelas histórias de amor em que todas as pessoas parecem normais [seja lá o que exatamente signifique "ser normal"], em que tudo conspira a favor do amor, e que você já imagina o final... um livro que me surpreendeu, mais do que eu esperava ser surpreendida.

[no dia que comprei este livro, achei algo que, assim que terminar de ler, vou dividir aqui com vocês também. por enquanto, fica a surpresa. Mas tem a ver com esse livro]

Correria, queridos leitores... correria danada, sumi semana passada, mas estou de volta aqui, como deveria ser todas as quartas-feiras! E já chego com novidades para vocês, tão ávidos por um desafio.

Pois bem. O desafio que eu trago para vocês hoje é o 5º Concurso Universitário CNN. Se você, como eu, nunca nem ouviu falar desse concurso, lhe explico: a CNN, rede internacional de notícias, criou este concurso para dar uma oportunidade aos estudantes de jornalismo de mostrarem o seu talento diante das câmeras. Cada ano com um tema diferente, o estudante deve elaborar uma matéria em vídeo de dois minutos. Acha pouco? A título de comparação, semana passada, na faculdade, criamos uma matéria de no máximo 45 segundos, sobre o terremoto na Itália há um mês. Dois minutos é um bom tempo para uma matéria de um estudante de jornalismo.

O tema do concurso deste ano é "O uso da tecnologia no desenvolvimento social". Parece dificílimo de tratar, mas não é tanto assim. Lembram do artigo sobre a TV Muro? Aquela é uma tecnologia [local, mas é] que, se bem trabalhada, pode estimular os jovens do bairro, ensiná-los a trabalhar com televisão e quem sabe desenvolver uma profissão nova.

E se você também está pensando "ai, Ana, que coisa chata, vou me dar esse trabalho todo de fazer um vídeo sobre a tecnologia e o desenvolvimento social para que, só pela glória do momento?". Bom, não sei você, mas a glória do meu nome aparecendo em qualquer coisa relacionado à CNN pra mim, já seria o suficiente. Mas eu morri mesmo quando soube que o prêmio ao primeiro colocado envolve a exibição do seu material na CNN. Repito, talvez você não tenha lido direito. O prêmio ao primeiro colocado envolve a exibição do seu material pela CNN.

Ainda acha pouco? Vocês andam muito exigentes. Tudo bem, e que tal uma viagem para conhecer os estúdios da CNN International? Como é? Repito de novo, beleza: uma viagem para conhecer os estúdios da CNN International... nos Estados Unidos!

Animou, não é mesmo? Então não perca seu tempo, caro leitor! Lembrando que o concurso vale apenas para estudantes de jornalismo, ou seja, não adianta você ser formado em jornalismo, você ter sonhado com jornalismo, você gostar muito de jornalismo. Se você não é um estudante de jornalismo devidamente matriculado, então esquece, fica pra próxima. Mas se você é estudante de jornalismo e ficou todo ouriçadinho com a ideia [assim como eu], clique aqui e faça a sua inscrição. Você tem até o dia 29 de junho de 2009 para isso.

As matérias devem ser enviadas pelo YouTube, e serão julgadas por gente de pouco calibre, sabe, gente tipo Heródoto Barbeiro, Marcelo Tas e Lúcia Araújo.

Dúvidas? Clique aqui. Mais dúvidas ou sugestões? Clique aqui.

Procura-se foca

Jornalista recém-formado? Sonha em trabalhar na Globo? Além disso, fã do Profissão Repórter? Bem... sua chance está aí!

O programa da Globo, que mostra os bastidores de reportagens feitas por jovens jornalistas, está a procura de um repórter para compor a sua equipe para este ano. Infelizmente [ou felizmente, vá saber!], o repórter deve ser recém-formado [ter finalizado a graduação em jornalismo em 2007 ou 2008]. Para participar do processo de seleção, os candidatos devem gravar um vídeo de até um minuto respondendo à pergunta: "Por que quero ser repórter?".

Os vídeos podem ser gravados em qualquer tipo de equipamento [até mesmo aquela sua máquina digital fuleira ou esse seu celular do século passado], e devem ser enviados em um dos seguintes formatos: WMV, MOV, AVI, MPEG, FLV, 3GPP, H263, MP4 ou DV.

As inscrições podem ser feitas até o dia 28/04, pelo site do Profissão Repórter [só clicar nesse link gigante que você já cai direto lá]. Nesse mesmo site você encontra um vídeo com informações sobre como proceder com a inscrição. É importante ver o vídeo para tirar algumas dúvidas a respeito da inscrição.

Nessa fase, os candidatos selecionados passarão por uma entrevista, e apenas cinco deles irão participar da próxima fase: uma reunião de pauta e produção de uma matéria, e a participação como repórter convidado da matéria, em São Paulo.

Podem participar jornalistas de todo o Brasil. É uma chance que, se eu já fosse formada, não perderia mesmo. Vale como participação, e nunca se sabe, às vezes o talento [e a sorte] batem à sua porta.

E se você é jornalista revolucionário, tipo "eu não trabalho pra Globo"... bom, vá tentar uma vaga no SBT! Afinal, a rede do Silvio Santos estuda a possibilidade de criar um telejornal local em São Paulo, nos mesmos moldes do SBT Rio, ou do SPTV, por exemplo.

Se a proposta virar realidade, candidate-se. Ou não, porque a intenção da rede é aproveitar os profissionais já existentes na casa [mesmo que eu ache que o SBT e jornalismo não são assim... unha e carne].

[sempre que souberem de dicas de programas, concursos ou prêmios para jovens jornalistas, nos avisem. Publicaremos aqui a ideia, e lhe daremos crédito de pesquisa!]

Voltando a decidir os rumos desse blog, por isso as postagens estão um pouco defasadas. Peço desculpas em nome de todos os integrantes e assim que tudo estiver resolvido, postaremos as novidades por aqui.


Mas não existe falta de assunto para os jornalistas, e por isso hoje deixo para vocês duas dicas bem legais para quem quer começar a desenvolver projetos e ainda ganhar prêmios com isso. O Itaú Cultural está com inscrições abertas para o Programa Rumos, que engloba quatro vertentes da cultura: Cinema e Vídeo, Arte Cibernética, Dança e Jornalismo Cultural. Claro que para nós aqui, a parte mais interessante é a do Jornalismo Cultural. Eu que nunca imaginei um dia trabalhar com isso, começo a pensar seriamente no assunto [aliás, uma das ideias aqui pro Sado envolve isso, mas fica para o post de novidades, né!].

Podem inscrever-se no Programa Rumos Jornalismo Cultural estudantes [que participarão com matérias em mídia impressa, sonora, audiovisual e web-reportagem] e professores de graduação e pós-graduação [participando com textos que abordem o aperfeiçoamento profissional e/ou a formação do aluno na área].

Caso queira saber mais, clique aqui e leia o edital do programa.

A segunda dica é do Prêmio CBN de Jornalismo Universitário, promovido pela rádio CBN e que tem o objetivo de estimular, divulgar e prestigiar as reportagens de rádio produzidas por estudantes. As matérias produzidas devem seguir um dos seguintes temas: meio ambiente, diversidade cultural e inclusão social.

As inscrições podem ser feitas pela internet até o dia 30 de junho, e a divulgação do resultado será em 1º de outubro. Serão três premiados, sendo que o primeiro, considerado o vencedor, terá direito a visita supervisionada à rádio, para acompanhar o seu funcionamento [despesas de viagem e hospedagem bancada pela CBN], além da veiculação do material produzido. O segundo e o terceiro lugar serão menções honrosas, e terão o material produzido veiculado na rádio, além de um certificado de participação.

Existe ainda a possibilidade de inscrever o seu material através dos Correios. A inscrição nesse caso, e o envio do material, deve ser feito até o dia 20 de junho.

Boa, né? Para inscrever-se no Prêmio CBN, clique aqui. Para inscrever seu material e enviá-lo através dos Correios, clique aqui.

Por hoje é isso. Se algum de nossos três leitores também souberem de algum projeto que seja de interesse de jornalistas ou futuros jornalistas, ou até mesmo queira divulgar qualquer projeto de interesse público, mande um email para nós, e faremos a publicação com os devidos créditos.

Jornalismo animado

Sem tempo para ler revista, jornal, para navegar na internet. Mas parece que as reportagens e artigos interessantes simplesmente pulam nos meus olhos. Ou meu instinto que percebe o que pode ser legal de divulgar. E hoje mais uma reportagem saltou aos meus olhos. Como alguns de vocês pode ter ouvido falar, esse mês tá rolando o Festival É Tudo Verdade, 14º Festival Internacional de Documentários. Ainda dá tempo de curtir documentários de ótima qualidade, pois o festival vai até o dia 05 de abril [é, foi um lapso não ter divulgado aqui. Desculpem-me!].

Hoje no caderno Ilustrada, da Folha de S. Paulo, saiu uma reportagem sobre um documentário que estreou hoje, no Festival e também em algumas salas do circuito: "Valsa com Bashir", do diretor Ari Folman. O documentário, uma animação, conta com depoimentos sobre o massacre de palestinos ocorrido no Líbano, em 1982.

Daí você me pergunta: que isso teria a ver com o Sado? Tudo a ver. Quantos documentários animados você já viu? O diretor do filme acredita que animação e HQ podem ser uma forma moderna, e até artística, de se fazer jornalismo. Você já pensou nisso, misturar arte e jornalismo? Eu nunca. Aliás, nunca tive um dom muito apurado para artes em geral.

O filme demorou cerca de dois anos e meio para ficar pronto, inova nas imagens e na trilha sonora marcada por hits dos anos 80, e ainda concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009. Folman ainda transformou o filme em HQ, que foi lançada no Brasil pela editora LPM. O próprio diretor do filme teve uma experiência no conflito do Líbano, e a ideia para o filme surgiu depois que ele pediu dispensa do Exército, e começou a se consultar com um psicoterapeuta.

Ele teve a colaboração de sete dos seus contemporâneos, que contaram as suas histórias do conflito, e ainda teve a participação de dois atores, que narraram as histórias de dois amigos que não quiseram participar do filme diretamente.



Assista o trailer do filme e me diga: você não ficou com vontade??

Vale como dica de filme [entrou em circuito nesta sexta feira] e vale como dica de como fazer um jornalismo diferente. Estamos tão acostumados a associar documentários a coisas chatas e enfadonhas, quando na verdade, basta pensar diferente, tentar diferente e fazer diferente. Ousar. Os melhores jornalistas sempre ousam algo diferente. Se vai emplacar ou não, não sabemos. Mas temos que ao menos tentar.

Estava folheando a CartaCapital dessa semana [tá ficando cada vez mais difícil de ler a revista e o jornal inteiro e ainda tentando terminar de ler as memórias de Danuza Leão. Ufa!], e eis que me deparo com a propaganda do II Forum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade. Achei o nome interessante, mas claro, na propaganda não tinha mais informações, além do site [linkado aí em cima].

Lá fui eu dar uma olhada no site e trazer pra vocês essa dica. O I Forum teve como base os quatro princípios da Carta da Terra [respeitar e cuidar da comunidade da vida; integridade ecológica; democracia não violência e paz; justiça social e econômica]. Desta vez, os princípios continuam os mesmos, porém será direcionada a discussão à educação, diversidade humana, mudanças climáticas e fatos históricos das crises econômicas vividas sob o século XX. Tudo isso na visão da comunicação social, e talvez por isso o meu interesse maior nesse Forum.

Os palestrantes são nomes desconhecidos desta que vos fala, mas pelo currículo apresentado, é só uma galera que manja muito e trabalha em diversas áreas, todas ligadas ao social e à comunicação de forma geral.

O II Forum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade acontece nos dias 06 e 07 de maio, no Palácio de Convenções do Anhembi. É uma boa oportunidade, se você tiver como ir [cai numa quarta e quinta-feira], gosta de discutir assuntos sobre a sociedade e sustentabilidade e ainda se interessa, como eu, em participar de um Forum. Eu fiz minha inscrição já. Resta saber se a galera do meu trampo vai me liberar pra participar. Oremos.

Seguindo minhas tendências de leituras, continuo escolhendo livros escritos por jornalistas. O livro não necessariamente precisa falar de jornalismo [chega uma hora que é preciso descansar a mente], nem necessariamente precisa ser jornalismo investigativo [se bem que o próximo é mais ou menos nessa linha]. De qualquer forma, como ando cumprindo minha intenção de ler dois livros por mês, de vez em quando vou compartilhar dicas de leituras com vocês.

Terminei de ler "Querido Menino", do jornalista David Sheff, essa semana. O livro foi meio que um presente indireto das meninas do blog Bebendo Fumaça, por eu ter sido uma comentarista bem... assídua no ano passado! De qualquer forma, elas me presentearam com um vale-presente da Livraria Saraiva, e acabei escolhendo este livro como presente. Por que eu escolhi esse livro, o que me chamou a atenção nele, além do fato do autor ser jornalista?

O nome completo do livro é Querido Menino - A jornada de um pai com um filho viciado. E devo dizer a vocês que o assunto drogas desde sempre me chamou a atenção. Primeira vez que eu li a respeito foi nos livros do grande Pedro Bandeira, com seu mega sucesso A Droga da Obediência; desde então, já li muitos livros que falam a respeito das drogas, seja o uso, seja o tráfico, seja a luta da família para tirar um ente querido deste submundo, como é o caso do livro de David Sheff.

O filho mais velho de David, Nic, é um garoto normal, excelente aluno, de uma inteligência e criatividade ímpares. Apesar dos pais serem separados, ele não foi em momento algum privado do amor incondicional que só os pais podem dar a seus filhos. Nada disso impediu Nic de experimentar drogas. Primeiro fazendo uso daquelas consideradas "leves", como maconha e álcool, até passar para aquelas drogas mais pesadas, como a heroína e a metanfetamina. No livro, David conta não apenas a história de sua família, toda a dor e o sofrimento que ele, sua esposa, seus filhos pequenos, a ex-esposa, os amigos e os conhecidos. Durante todo esse longo trajeto do vício de Nic, ele conversou com vários especialistas em combate às drogas, estudiosos dos efeitos nocivos da droga e pesquisas de cunho medicinal e social.

Toda essa experiência do sofrimento e do aprendizado, David compartilha conosco através desse livro. Em várias passagens, ele reafirma aquilo que acredito ser uma verdade para muitas pessoas, principalmente nós, jornalistas: escrever é um remédio. Funciona como uma válvula de escape, um jeito de extravasar sofrimentos e encontrar pessoas que entendam essa dor. E que possam nos ajudar, e que nós possamos ajudar essas pessoas.

Tem vários trechos do livro que me emocionaram, me chocaram e que me fizeram indicá-lo como leitura saudável para os poucos que ainda acreditam no Sado. Mas, de tudo, ficou um trecho em particular, onde David nos conta como ele aprendeu a encarar a dor que passava não apenas pelos familiares, mas que era mais forte ainda para Nic. A cada recaída, Nic sofre mais do que todos. E uma frase em particular, que vale para todos nós, independente da dor que enfrentemos a cada dia:

"Não me confronte com os meus fracassos: eu ainda não os esqueci."

[O blog esteve muito tempo desatualizado. Diferente do prometido em janeiro, eu estive em período de férias agora em março e não fiz absolutamente nada do que havia planejado para o blog. Peço antecipadamente desculpas àqueles que ainda acompanham e acreditam no potencial deste blog. Eu sou uma dessas pessoas.]

Obtive uma experiência interessante, e gostaria de compartilhar desta aqui.
Estive presente no Noitão do Hsbc Belas Artes.
Para quem não conhece, o Noitão, se trata da grade de programação da sala, que a cada 2ª sexta-feira feira de cada mês, apresenta uma série de 3 filmes dentro de um determinado assunto,divulgando apenas dois nomes dos três filmes,e considerando um como surpresa.
Vale muito à pena, conferir, pois se tratam de filmes de qualidade que não são veiculados nas grandes salas de cinema da cidade, o valor da entrada é razoável e cada cinéfilo recebe uma lata de energético, para se manter acordado madrugada adentro. Isso, sem falar do café da manhã que também é distribuído após o final das sessões, e também dos sorteios de camisetas e DVD ‘s de filmes cultuados pelo público.
Em plena uma sexta-feira 13, e chuvosa, nós: Ana P., eu e mais alguns amigos encontramos uma fila gigantesca bem a frente ao cinema para apreciar a maratona que contava com filmes de comédia,terror e suspense,nada mais sugestivo,não?!
Em clima de descontração e repleto de figuras da grande metrópole encontravam-se cinéfilos com todos os gostos possíveis, principalmente pelo fato da sala oferecer uma mescla de obras. Um ambiente propício para se atualizar e trocar idéias sobre os mais diferentes assuntos,incluindo cinema,é claro.
Se você ainda não conhece a Sala, ou acha que não vai conseguir acompanhar as sessões do Noitão,faça uma visita, existe uma programação semanal como em qualquer outro cinema.E até o final de Fevereiro,é possível assistir aos filmes da Coletânea: dois anos de Cineclube,em que serão exibidos quatro obras das 90 que circularam durante o período de existência do mesmo.
Recomendo!
Endereço: Rua da Consolação, 2423 - Tel: 3258-4092

Acho que ainda não comecei a recomendar livros aqui neste blog. Que vergonha! Um blogue jornalístico teria que, por bom senso, indicar aos jovens leitores que ainda não têm certeza da profissão que pretendem, algum livro que possa ajudá-los a se decidir. Como minha amiga e colega de martírio Sirlene já adiantou em post passado, o jornalista e atualmente blogueiro Ricardo Noblat tem um livro muito recomendável para quem ainda tem dúvidas, e para quem tem todas as certezas: O que é ser jornalista.

O livro foi escrito pelo próprio Noblat para compor a série "O que é ser", da Editora Record. Eu particularmente nunca tinha ouvido falar do livro, foi Sirlene quem falou e emprestou o livro. Posso falar? Gostei muito, de saber algumas das histórias do homem [que, independente de você concordar ou não com a visão política dele, é um homem que viu muita coisa acontecer no país]. Ele é bem realista, mostra no livro as dores e delícias de quem escolhe o jornalismo. Mais do que uma profissão, um estilo de vida.

Gostei do que ele diz no livro a respeito da imparcialidade do jornalista. Escolhi esse trecho do livro para compartilhar com vocês [grifos meus]:

"É raro o jornalista que não derrapa com frequência na lei mais difícil de ser respeitada - a que o obriga a se manter neutro diante de qualquer situação. Há jornais norte-americanos que proíbem seus jornalistas de serem sócios de clubes e de investirem na Bolsa de Valores acima de determinada quantia. E se um dia estoura um escândalo no clube do qual o jornalista é sócio? Ele terá isenção para investigá-lo? Como explicar que um jornalista da área de economia ganhe muito dinheiro na Bolsa sem ter-se beneficiado de informações privilegiadas?
As exigências de jornais norteamericanos fazem sentido e sempre farão. Mas servem, no fim, para disfarçar o fato de que não há imprensa mais hipócrita do que a norteamericana. Porque ela se apresenta ao mundo como modelo de independência editorial a ser adotado onde quer que se cultivem os valores da democracia ao estilo ocidental. E, no entanto, serve em primeiro lugar não à sociedade, mas aos interesses dos grupos políticos e econômicos que ditam o destino dos Estados Unidos - e, por extensão, dos países que gravitam em sua órbita, ou seja, quase todos.
[...]
A neutralidade do jornalista diante de um fato é uma utopia a ser perseguida sem descanso, assim como a utopia de um mundo mais igualitário. Mas como ser neutro diante de atos de flagrante injustiça, por exemplo? Em meados de 2002, vi na porta de um shopping em Brasília um rapaz de pouco mais de 20 anos espancar um homem idoso porque ele entrou em um carro na companhia de uma moça loura. O rapaz pensou que a moça fosse sua namorada. Na época, eu dirigia a redação do Correio Braziliense. Publiquei a notícia sob o título "O Selvagem do Shopping".
A notícia limitou-se a contar o que testemunhei e a registrar o que disseram depois os personagens do episódio. Ocorre que, se eu tivesse respeitado a lei da neutralidade na hora de fazer o título, não poderia ter chamado de "selvagem" o jovem espancador. Um título neutro ficaria assim: "Jovem Espanca Velho na Saída do Shopping". Mas um título assim chamaria de fato a atenção dos leitores para o caráter bárbaro e gratuito do ato de agressão? Se o jovem agiu como um selvagem, por que não adjetivar de selvagem seu modo de agir?
[...]
Às favas todos os escrúpulos quando honestamente apuro fatos e quando tais fatos avalizam determinadas conclusões! Como jornalista, tenho obrigação de apresentá-los ao público - não de escamoteá-los ou distorcê-los a pretexto de ser isento e objetivo. O público que julgue meu trabalho. Ele pode me censurar com sua repulsa ou me premiar com seu respeito e assentimento. Se não serve para esclarecer, alertar, forjar consciências e contribuir para a construção de um mundo menos injusto e desigual, para que serve mesmo o jornalismo?"
[trecho do livro "O Que É Ser Jornalista", de Ricardo Noblat, editora Record, 2006, 3ª edição, páginas 38-41]

Claro que tem muitas coisas que Noblat fala no livro com as quais eu concordo, ou deixo de concordar. Eu gostaria de ter tido a oportunidade de acompanhar a carreira dele dentro do Correio Braziliense. Mas, à época, ainda não havia descoberto minha paixão pelo jornalismo. Ou pelas biografias.

É um livro gostoso de ler, com uma linguagem simples, direta e leve. Recomendável não apenas para quem acha que quer fazer jornalismo, mas sim para qualquer pessoa que se interesse pelos bastidores do jornalismo, e, consequentemente, pelos bastidores do poder. Noblat consegue neste livro, fazer o que ele sempre quis fazer:

"Tudo o que eu queria era escrever como se conversasse com um amigo calma e displicentemente, se possível deitado numa rede, olhando o mar de Porto de Galinhas... Aí, sim, talvez viesse a gostar do que escrevo. E, por gostar, entendesse por que insisto em uma tarefa que tanto me martiriza."
[página 88]

Faço minhas as palavras dele.

Estava eu totalmente sem inspiração para escrever aqui [não me levem a mal, uma semana antes das férias parece que dobra a quantidade de coisas que você tem a fazer!], procurando por alguma notícia, algum artigo que me levasse a pensar e refletir e tentar achar alguma solução para os muitos problemas da comunicação, da política e cultura nacionais, quando... eis que me deparo com algo que, afinal, tem tudo a ver com este espaço!

Blogs podem ser usados com fins educativos, diz pesquisadora

Sim, poucos, mas queridos leitores deste blogue! Os blogs não só podem, COMO DEVERIAM ser usados com fins educativos, desde que sabiamente explorados pelos nossos educadores. Porque a internet tanto pode ajudar na educação dos seres humanos, como pode ser o destruidor oficial de qualquer aprendizado para o aluno. É bem uma faca de dois gumes mesmo. Este blogue, inclusive, nasceu de um trabalho acadêmico, solicitado pela professora da disciplina de Produtos Comunicacionais. Eu, que já sou macaca velha em blogue, não senti grandes dificuldades em pesquisar assuntos, escrever de uma forma mais culta [afinal, não deixava de ser um trabalho acadêmico], e peguei até gosto pela coisa, descobrindo portais e ferramentas extremamente úteis, que se não fosse por este blog, me passariam despercebidas!

De qualquer forma, eu acho que a tal da inclusão digital vai muito além de "vou fazer um orkut e adicionar 4973 amigos que eu nunca vi na vida", ou "vou criar alguma frase de efeito para colocar no meu MSN e assim todo mundo vir falar como eu sou inteligente". Ainda há aqueles que até criam blogs, mas que a produção destes fica, digamos, muito abaixo do nível necessário para se considerar o blogue uma ferramenta educacional, não há como contestar.

Quem sou eu para criticar? Já tive blog-cor-de-rosa-com-declarações-de-amor-eterno-para-o-namorado, que, convém lembrar, já não é mais sequer amigo.

Acho que essa idéia do blog como ferramenta auxiliar na educação do jovem brasileiro pode, sim, vingar. A única coisa que pega é que estamos criando uma geração de jovens que não lêem livros, não lêem jornais nem revistas, já acham trabalhoso ler qualquer panfleto educacional. Periga que o blog seja apenas uma extensão dos vários erros ortográficos e gramaticais que estamos já habituados a ver em redações de vestibulares, ENEM's e concursos públicos da vida.

Pode usar o blog? Pode. Mas antes de partir pra esse mundo digital, precisa melhorar a qualidade da educação no mundo real. Despertar no aluno o interesse [e a consciência] de ler mais para escrever melhor. Sabendo pesquisar em livros, revistas e jornais "de verdade", por assim dizer, os alunos já terão uma noção melhor de como pesquisar em sites e artigos publicados na internet.

Para que, a partir daí, eles criem seus próprios artigos. Ou, como eu faço por aqui, arremedos de artigos!

É... chegou final de ano, acabam-se as aulas, e nos tornamos relapsas com nossos próprios blogues. Bom. Como prometido no início, esse blogue, apesar de ter a princípio um motivo acadêmico, não ira morrer junto com o ano letivo. Pelo contrário. Iremos continuar com nossas histórias, mas pelo menos agora de uma forma mais pessoal.

Éééé... iremos? Bom. Eu e a Sirlene eu acredito que sim! E quiçá, teremos em breve um novo membro [ui!] neste blogue sadojornalístico.

Qual era nossa intenção com esse espaço aqui? Além de ganhar nota [não sejamos hipócritas, people], tentar espalhar um pouco de conhecimento na mente dos futuros jornalistas, além de ter um local onde possamos descarregar toda nossa verborragia sobre o que pensamos dessa área, por vezes ingrata, mas que de uma forma ou de outra sempre nos recompensa. Divulgar notícias [como o espaço twittando aí do lado, que acho que pouca gente viu], divulgar música boa [com o novo espaço last.fm aí do lado também], divulgar blogues amigos e links interessantes [parceiros de manicômio como os nosso queridos comunicólogos do OFIM e do Zoom 8mm], enfim... mergulhar um pouquinho mais, ao menos virtualmente, no mundo da comunicação e do jornalismo.

Acredito que falo por todas as integrantes desse espaço, que aprendemos muita coisa por aqui. Pesquisar notícia boa, gente, não é fácil. Pra quem ainda não tem as manhas das pesquisas, pelo menos, não é nada fácil. Madrugadas adentro lendo notícias, artigos, procurando saber a opinião de jornalistas renomados, tentando entrar em contato com quem possa nos ajudar, enfim... nada fácil AT ALL! Mas pelo menos esse ciclo, podemos falar de boca cheia: vencemos! E estamos agora preparadas para os próximos ciclos, as próximas novidades, os próximos desafios. Para a minha pessoa humana, ao menos, são muitos.

O passo agora, é sair do ambiente virtual, e tentar passar para o real. Maiores detalhes, teremos, claro, e os fiéis dois ou três leitores deste humilde blogue serão os primeiríssimos a saber. Claro, depois de nós mesmas, porque afinal, as idéias serão nossas! Hahahahahahaha!

Enfim, é isso. O blogue não morrerá, e agora [esperamos!] ficará muito mais interessante! Quem [sobre]viver verá!

ESTUDANTES DE COMUNICAÇÃO E PESSOAS INTERESSADAS: fica a dica que minha amiga Sirlene passou por email, publico aqui. Em janeiro, a FAPCOM [Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação] oferecerá cursos gratuitos para quem é ou pretende entrar na área de Comunicação. São temas interessantes, e nós duas já estaremos presentes em duas. Quem quiser saber mais, clica neste link gigante aqui. Inscrições são pelo telefone divulgado no site.

[e juro, juro que tentaremos ser mais fiéis ao blogue. mas... dêem-nos um desconto, agora precisamos relaxar um pouquinho também!]

E o emprego, cadê?

A maior frustração para o estudante de comunicação social [na verdade, acho que para o estudante de qualquer área] é pensar pelo seguinte ponto de vista: passo quatro ou mais anos na faculdade, fora as várias horas de palestra, fora os cursos de especialização, fora os projetos elaborados, e aí? Quem vai me empregar depois disso tudo?

Mercado de trabalho, sabe o que é isso? É um produto criado pelo capitalismo, lei da oferta e da procura, honey: quem tem a grana e o poder procura o seu serviço. Mas só contrata o seu serviço se você for qualificado para tal.

E como qualificamos um jornalista? Como qualificamos o cara que vai redigir uma notícia, o cara que vai apresentar uma notícia, o cara que vai revisar um texto, o cara que vai criar um editorial, o cara que vai pesquisar determinado assunto e criar uma reportagem sobre? A faculdade está apta para isso? SÓ a faculdade está apta para isso?

O estudante de jornalismo Greg Linch, da Universidade de Miami, tem algumas dicas pra você, que está começando agora, ou até mesmo pra você, que já está se lançando no mercado de trabalho e ainda não sabe muito bem por onde começar:

1. Abuse e use da internet - não somente do orkut, do MSN ou do seu fotolog. Existem outras ferramentas interessantes nesse mundo cibernético e que vale a pena você conhecer. Viram o Twitter, aqui do lado?

2. Leia blogs sobre jornalismo online - perceba, existe uma diferença entre blog sobre jornalismo [caso desse, estamos chegando lá] e blog sobre jornalismo online. Pesquise o blogroll dos seus blogs favoritos, você pode acabar achando muita coisa interessante por lá.

3. Comece um blog - Já tentou? Os blogs estão aí há tanto tempo, você pretende estudar jornalismo, portanto é uma boa maneira de começar a escrever. Escolha um tema, ou tenha uma variedade de temas, mas escreva ao menos uma vez por dia. Isso vai ajudar você a melhorar cada vez mais a forma como você se expressa na escrita. Tome cuidado nas suas opiniões, blogs são legados digitais. Você fala mal da RedeTV!, por exemplo, mas não esqueça que um dia você pode trabalhar para eles. Questão de ética? Sim, não, talvez, sei lá. Mas tome cuidado.

4. Aprenda a contar histórias de mais de uma maneira - O jornalismo consiste basicamente em contar história. E história você pode contar escrevendo, você pode contar falando, você pode contar através de vídeo, através de música. Abuse e use dos recursos que a tecnologia oferece hoje em dia. E não fique esperando que alguém lhe ensine a usá-los: pesquise você e aprenda. A vida deixou de ser um colégio. Pense nisso!

5. Sites importantes - Greg Linch indica o tal de LinkedIn, que pelo que eu entendi seria um Orkut para ser levado a sério, ou seja, contatos profissionais. Aqui no Brasil temos isso também, é o Via6, pode não ser engraçadinho e colorido como o Orkut, mas se você procura contatos profissionais, é uma boa. O estudante indicou também o Poynter Online. Esse também foi um pouco difícil de entender [preciso melhorar meu inglês. olha uma dica boa aí], mas pelo visto é um portal de jornalismo onde você encontra artigos importantes com jornalistas renomados [ou nem tanto], blogues jornalísticos e podcasts e tudo mais. Poderíamos equipará-lo ao nosso Observatório da Imprensa?

6. Tem experiência? - Procure o centro de comunicação da sua faculdade, interaja, quem sabe você consegue algum trabalho por lá mesmo, ou mesmo fora da faculdade, o nosso tão famoso e conhecido estágio. Não esqueça nunca disso: nessa área que você escolheu, contato profissional é MUITO importante. Quanto antes você começar a fazer, melhor pra você no futuro.

7. Use os recursos da Universidade - Fale com os veteranos [sem medo de ser feliz, ok?]: quem são os melhores professores, os que você tem que fazer contato, quais as matérias mais relevantes desse semestre, o que devo focar agora. Lá nos EUA eles costumam ter programas em que os estudantes veteranos apresentam a universidade e os professores aos calouros. Aqui nós pichamos e humilhamos os calouros, mas quiçá isso um dia mude de vez. Enfim, conheça também os seus professores. Eles têm experiência, têm histórias boas a lhe contar sobre essa profissão, coisas que na sala de aula muitas vezes eles não podem [ou não conseguem] relatar. Contato, lembra? Quase nem é importante...

8. Networking - Sabe o que é isso? É o que a gente já tá batendo na tecla há tempos: FAÇA CONTATOS! Conheça as pessoas, você não está fazendo um curso de comunicação à toa. Pessoas conhecem pessoas que conhecem pessoas, portanto, quanto mais networking, mais chances você tem de conhecer a pessoa certa, a que vai dar um UP bonito na sua carreira.

9. Conheça o mercado - É, nesse ponto não tem jeito, vai ter que pesquisar. O mercado de trabalho pode estar difícil, porém não impossível. Saia das arraias do fulano disse isso, beltrano disse assado. Pesquise, procure saber como funciona para que você possa formar a sua opinião. Princípio legal para quem quer fazer jornalismo, PESQUISAR!

10. Desenvolva uma mente aberta, e esteja sempre preparado para mudanças - O que seria de um jornalista que não sabe lidar com mudanças? Acredite, como profissional formado em jornalismo, sua vida não vai ser eternamente ficar sentado em uma redação de jornal, ou apresentando o Jornal Nacional. O mundo gira... gire você junto com o mundo, e saiba que a função do jornalista vai muito além de uma simples reportagem. Informar para transformar.

Ufa! Se você compreende um pouco o inglês, o suficiente para ler o texto completo desse rapaz, as dicas bem desenvolvidas você encontra aqui. E eu só cheguei a essas dicas graças a outra jornalista blogueira, a Gabriela Zago, que eu encontrei aqui.

Ficou um pouco maior do que eu imaginei que ficaria, mas... espero que seja de grande valia para quem, como eu, ainda sonha com o jornalismo.

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