Adoro dar pitaco na vida alheia, isso é sabido por quem me conhece pessoalmente, ou só por blog. Porque é claro, é sempre muito mais fácil cuidar da vida dos outros do que da nossa própria vidinha miserável. Bom. Dito isto, lá vou eu novamente dar meus pitaquinhos na área da publicidade.
Lendo o
Observatório do Direito à Comunicação, vi
essa notícia que trata da propaganda de remédios em rádio e televisão, e da distribuição de amostras grátis.Sempre é bom ler pra saber, então clique no link e não confie apenas no que eu vou digitar daqui por diante.
Eu sempre achei propaganda de remédio uma coisa muito estranha. Quero dizer, que autoridade o Pelé tem pra me dizer que aquele remédio é realmente bom pra dor de cabeça? Ele é médico, por acaso? Ele sabe se eu sou alérgica a algum componente do remédio? Quem falou pra ele que a dor some com um único comprimido? E quem, quem disse que remédio pra cólica funciona em dois segundos?? QUE REMÉDIO É ESSE, ME DIGAM???
De qualquer forma, remédio é um tipo de produto que as pessoas compram porque precisam. E não acho que há a necessidade de propaganda pra vender remédio, visto que a maioria das propagandas, pra mim, servem pra vender algo que eu não preciso, mas que eu acho que preciso, porque o artista ali na tela ou no rádio ou no papel tá me dizendo que eu preciso. Remédio é diferente. Se você toma sem precisar, ou sem prescrição médica, ou sem saber que reações podem desencadear no seu organismo, você pode inclusive morrer [sim, minha gente. choque anafilático mata]. E que publicitário vai querer se responsabilizar por isso?
As regras para a publicidade de medicamentos, portanto, vieram em ótima hora, mas sabe-se lá se vieram cedo ou tarde demais. E também precisamos lembrar o seguinte: não basta controlar a propaganda. Qualquer ser vivo sabe que é fácil fácil comprar remédio controlado, sem prescrição médica. Controlar apenas quem anuncia determinado produto não vai acabar com o problema maior, que é o consumo desenfreado. Haja visto o consumo de cigarro por jovens. Propaganda de cigarro [explícita, diga-se de passagem] não é mais vista nos meios de comunicação. Em compensação, o número de crianças e adolescentes fumantes cresce.
Será que só controlar a propaganda, então, vai realmente diminuir o uso indiscriminado de remédios?
[certeza vocês irão perdoar o texto mal escrito... a dor da cólica, que o remédio anunciado na tevê NÃO RESOLVEU, me impede de fazer algo mais bem elaborado!]