Feriados são ótimos aqui em São Paulo para andar de carro. Qualquer lugar é próximo, o trânsito simplesmente desaparece e filas parecem uma lenda distante. Aproveitando que a cidade estava vazia, no Natal eu fui visitar o Museu do Futebol. E como alguém que não é uma fã incondicional do esporte, devo dizer que fiquei simplesmente encantada com o museu.
Não tem como você entrar ali e não sentir o coração bater mais forte, mesmo que você não goste tanto de futebol. Lá você conhece os principais jogadores da história do futebol mundial [e é claro, mas é ÓBVIO que o Pelé está lá. CLARO!], você pode ouvir narrações históricas do rádio, ver algumas personalidades comentando sobre os gols que marcaram a história de suas vidas. Tem também um cinema 3-D, onde é possível assistir a algumas jogadinhas de Ronaldo. O Gaúcho.
Um setor especial do museu, no qual você ganha uma hora bem fácil, é a história do futebol brasileiro associado a grandes fatos da história nacional. Ali você relembra do Chacrinha, da ditadura militar, da morte de Ayrton Senna, da explosão do É o Tchan! e seus derivados [sim, isso, goste você ou não, faz parte da história nacional]. E lembra também das vitórias e, infelizmente, das derrotas do Brasil nas Copas. Aliás, a derrota da Copa de 1950 no Maracanã tem uma "homenagem" especial.
Mas a melhor... bom, difícil falar de UMA melhor parte. O que eu vi, que me deixou arrepiada por quase meia hora, foi a homenagem às torcidas brasileiras. Um vídeo-montagem de CENTENAS de torcidas de diferentes estados, sendo projetadas direto embaixo da arquibancada do Pacaembu. Isso mesmo. Ali embaixo de onde os torcedores sofrem, gritam, pulam e comemoram, a maior homenagem que eu já vi a esses milhões de apaixonados e aficionados pelo futebol. Eu, que nem sou tão apaixonada, fiquei emocionada de verdade.
Infelizmente, não é permitido fotografar dentro do Museu. Porém vale a visita, até mesmo pelo gostinho de quero mais que fica no final, quando o visitante consegue chegar, quase entrar mesmo, no gramado do estádio. Garanto a vocês, vale a visita.
O Museu do Futebol fica na Praça Charles Miller, no Estádio do Pacaembu. Para quem vai de transporte público, fica próximo às estações Barra Funda ou Consolação do metrô. O ingresso custa R$ 6,00, estudantes pagam meia. O museu funciona de terça a domingo, com entrada das 10 às 17h.
Uma última dica: lá no estádio tem também o bar O Torcedor. Depois de visitar o museu, vale dar uma refrescada nesse ambiente extremamente agradável.
O festival ocorrerá entre o Memorial da América Latina, e o Centro Cultural do Banco do Brasil. No auditório do CCBB as exibições serão gratuitas e no Memorial, o valor é acessível, sendo que serão disponibilizadas meia entradas, e crianças a partir dos 8 anos de idade podem participar das atrações, inclusive de algumas das oficinas.
Mais informações sobre a programação e o festival podem ser encontradas no site:
http://www.animamundi.com.br/default.asp
Veja o Trailer de “As aventuras de Gui & Estopa”, uma das animações que farão parte do festival.
O espetáculo é encenado pela Companhia Pia Fraus, que comemora com este trabalho os seus 25 anos de existência. A Pia Fraus se trata de um grupo teatral que se caracteriza pela linguagem que mistura elementos como teatro de animação, dança artes plásticas e circo, o que consegue sintetizar perfeitamente algumas histórias da obra de Rosa.
A peça conta quatro histórias diferentes, dirigidas por quatro diretores diferentes, deixando assim cada um inserir sua visão das escrituras do autor. Todas as encenações incluem os elementos que marcam a Pia Fraus, e deixam a platéia encantada, principalmente quando observam cada movimento dos bonecos que os faz parecerem personagens reais.
Além disso, o espetáculo tem preço e horários acessíveis aos interessados. Sendo que às quintas-feiras e sextas-feiras, a entrada é gratuita, e aos sábados e domingos custa 10 reais inteira e 5 reais meia entrada.A temporada será até 05 de julho,de quinta a sábado às 20 horas e aos domingos às 19 horas.
Quem chegar antes da apresentação ainda pode conferir a Mostra “A Arte Argentina na Encruzilhada: Informalismo Nova Figuração”, a exposição reúne importantes obras de acervos particulares de colecionadores argentinos. A entrada é gratuita e a mostra fica no mesmo prédio.
Maiores informações:
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Pois bem. O desafio que eu trago para vocês hoje é o 5º Concurso Universitário CNN. Se você, como eu, nunca nem ouviu falar desse concurso, lhe explico: a CNN, rede internacional de notícias, criou este concurso para dar uma oportunidade aos estudantes de jornalismo de mostrarem o seu talento diante das câmeras. Cada ano com um tema diferente, o estudante deve elaborar uma matéria em vídeo de dois minutos. Acha pouco? A título de comparação, semana passada, na faculdade, criamos uma matéria de no máximo 45 segundos, sobre o terremoto na Itália há um mês. Dois minutos é um bom tempo para uma matéria de um estudante de jornalismo.O tema do concurso deste ano é "O uso da tecnologia no desenvolvimento social". Parece dificílimo de tratar, mas não é tanto assim. Lembram do artigo sobre a TV Muro? Aquela é uma tecnologia [local, mas é] que, se bem trabalhada, pode estimular os jovens do bairro, ensiná-los a trabalhar com televisão e quem sabe desenvolver uma profissão nova.
E se você também está pensando "ai, Ana, que coisa chata, vou me dar esse trabalho todo de fazer um vídeo sobre a tecnologia e o desenvolvimento social para que, só pela glória do momento?". Bom, não sei você, mas a glória do meu nome aparecendo em qualquer coisa relacionado à CNN pra mim, já seria o suficiente. Mas eu morri mesmo quando soube que o prêmio ao primeiro colocado envolve a exibição do seu material na CNN. Repito, talvez você não tenha lido direito. O prêmio ao primeiro colocado envolve a exibição do seu material pela CNN.
Ainda acha pouco? Vocês andam muito exigentes. Tudo bem, e que tal uma viagem para conhecer os estúdios da CNN International? Como é? Repito de novo, beleza: uma viagem para conhecer os estúdios da CNN International... nos Estados Unidos!
Animou, não é mesmo? Então não perca seu tempo, caro leitor! Lembrando que o concurso vale apenas para estudantes de jornalismo, ou seja, não adianta você ser formado em jornalismo, você ter sonhado com jornalismo, você gostar muito de jornalismo. Se você não é um estudante de jornalismo devidamente matriculado, então esquece, fica pra próxima. Mas se você é estudante de jornalismo e ficou todo ouriçadinho com a ideia [assim como eu], clique aqui e faça a sua inscrição. Você tem até o dia 29 de junho de 2009 para isso.
As matérias devem ser enviadas pelo YouTube, e serão julgadas por gente de pouco calibre, sabe, gente tipo Heródoto Barbeiro, Marcelo Tas e Lúcia Araújo.
Dúvidas? Clique aqui. Mais dúvidas ou sugestões? Clique aqui.
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Bom, para quem não sabe arte de rua, é a intervenção urbana feita por qualquer cidadão que se sinta encorajado a fazê-la: como stencil, grafiti, stickers, lambe-lambe, entre outros, e todos têm seu valor cultural, se tratam de obras que trazem mais autenticidade à megalópole. Além disso, é a verdadeira expressão do que as pessoas pensam, pois ali depositam desejos, desafetos, ideologias, protestos ou nada de concreto. Mas o que chama a atenção é que qualquer um, pode se expressar através de uma arte que não se torna restrita a elite ou culturas mais elevadas. Basta querer fazer.
Entretanto, a arte de rua continua sendo marginalizada pela maioria da sociedade, e existem várias discussões a respeito de a intervenção urbana ser vandalismo ou não. Apenas quem observa essas manifestações, é quem tem o poder de considerar arte ou não.
Quem se interessa pelo assunto, pode visitar um dos maiores acervos de arte de rua; a Galeria Choque Cultural,onde são exibidas exposições permanentes ou temporárias de stencil,lambe-lambe entre outras formas de intervenção.
Ari Folman, um diretor de filmes, que foi soldado da Guerra do Líbano pelo exército israelense, perde todas as memórias de sua participação na batalha, sendo assim decide procurar aqueles que o acompanharam naqueles que foram os piores dias de sua vida para tentar resgatar suas lembranças
O documentário Valsa com Bashir,de nome original,Waltz with Bashir,é composto por animações que ajudam a ilustrar,inclusive a maior parte das alucinações,e pensamentos que Folman teve durante a batalha.O brilhantismo do filme permite despertar a sensibilidade daquele que o assiste para as situações vividas pelas pessoas no campo de batalha.
Os testemunhos e experiências contadas nos transportam do conforto da poltrona do cinema para dura realidade, de um genocídio do qual nem sequer civis estavam livres.
Em praticamente 90% de animação, o documentário mostra cenas reais em seus instantes finais, para reforçar e mostrar ao mundo a devastação de um país e da mente das pessoas que viram suas vidas se partirem a partir da guerra.
Veja o Trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=Ak_2NWhr_g4
Em cartaz em São Paulo:
Espaço Unibanco Arteplex
Rua Augusta, 1475
Reserva Cultural de Cinema
Avenida Paulista, 900
Hsbc Belas Artes
Rua da Consolação, 2423
Voltando a decidir os rumos desse blog, por isso as postagens estão um pouco defasadas. Peço desculpas em nome de todos os integrantes e assim que tudo estiver resolvido, postaremos as novidades por aqui.
Mas não existe falta de assunto para os jornalistas, e por isso hoje deixo para vocês duas dicas bem legais para quem quer começar a desenvolver projetos e ainda ganhar prêmios com isso. O Itaú Cultural está com inscrições abertas para o Programa Rumos, que engloba quatro vertentes da cultura: Cinema e Vídeo, Arte Cibernética, Dança e Jornalismo Cultural. Claro que para nós aqui, a parte mais interessante é a do Jornalismo Cultural. Eu que nunca imaginei um dia trabalhar com isso, começo a pensar seriamente no assunto [aliás, uma das ideias aqui pro Sado envolve isso, mas fica para o post de novidades, né!].Podem inscrever-se no Programa Rumos Jornalismo Cultural estudantes [que participarão com matérias em mídia impressa, sonora, audiovisual e web-reportagem] e professores de graduação e pós-graduação [participando com textos que abordem o aperfeiçoamento profissional e/ou a formação do aluno na área].
Caso queira saber mais, clique aqui e leia o edital do programa.
A segunda dica é do Prêmio CBN de Jornalismo Universitário, promovido pela rádio CBN e que tem o objetivo de estimular, divulgar e prestigiar as reportagens de rádio produzidas por estudantes. As matérias produzidas devem seguir um dos seguintes temas: meio ambiente, diversidade cultural e inclusão social.
As inscrições podem ser feitas pela internet até o dia 30 de junho, e a divulgação do
resultado será em 1º de outubro. Serão três premiados, sendo que o primeiro, considerado o vencedor, terá direito a visita supervisionada à rádio, para acompanhar o seu funcionamento [despesas de viagem e hospedagem bancada pela CBN], além da veiculação do material produzido. O segundo e o terceiro lugar serão menções honrosas, e terão o material produzido veiculado na rádio, além de um certificado de participação.Existe ainda a possibilidade de inscrever o seu material através dos Correios. A inscrição nesse caso, e o envio do material, deve ser feito até o dia 20 de junho.
Boa, né? Para inscrever-se no Prêmio CBN, clique aqui. Para inscrever seu material e enviá-lo através dos Correios, clique aqui.
Por hoje é isso. Se algum de nossos três leitores também souberem de algum projeto que seja de interesse de jornalistas ou futuros jornalistas, ou até mesmo queira divulgar qualquer projeto de interesse público, mande um email para nós, e faremos a publicação com os devidos créditos.
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Hoje no caderno Ilustrada, da Folha de S. Paulo, saiu uma reportagem sobre um documentário que estreou hoje, no Festival e também em algumas salas do circuito: "Valsa com Bashir", do diretor Ari Folman. O documentário, uma animação, conta com depoimentos sobre o massacre de palestinos ocorrido no Líbano, em 1982.
Daí você me pergunta: que isso teria a ver com o Sado? Tudo a ver. Quantos documentários animados você já viu? O diretor do filme acredita que animação e HQ podem ser uma forma moderna, e até artística, de se fazer jornalismo. Você já pensou nisso, misturar arte e jornalismo? Eu nunca. Aliás, nunca tive um dom muito apurado para artes em geral.
O filme demorou cerca de dois anos e meio para ficar pronto, inova nas imagens e na trilha sonora marcada por hits dos anos 80, e ainda concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009. Folman ainda transformou o filme em HQ, que foi lançada no Brasil pela editora LPM. O próprio diretor do filme teve uma experiência no conflito do Líbano, e a ideia para o filme surgiu depois que ele pediu dispensa do Exército, e começou a se consultar com um psicoterapeuta.
Ele teve a colaboração de sete dos seus contemporâneos, que contaram as suas histórias do conflito, e ainda teve a participação de dois atores, que narraram as histórias de dois amigos que não quiseram participar do filme diretamente.
Assista o trailer do filme e me diga: você não ficou com vontade??
Vale como dica de filme [entrou em circuito nesta sexta feira] e vale como dica de como fazer um jornalismo diferente. Estamos tão acostumados a associar documentários a coisas chatas e enfadonhas, quando na verdade, basta pensar diferente, tentar diferente e fazer diferente. Ousar. Os melhores jornalistas sempre ousam algo diferente. Se vai emplacar ou não, não sabemos. Mas temos que ao menos tentar.
Lá fui eu dar uma olhada no site e trazer pra vocês essa dica. O I Forum teve como base os quatro princípios da Carta da Terra [respeitar e cuidar da comunidade da vida; integridade ecológica; democracia não violência e paz; justiça social e econômica]. Desta vez, os princípios continuam os mesmos, porém será direcionada a discussão à educação, diversidade humana, mudanças climáticas e fatos históricos das crises econômicas vividas sob o século XX. Tudo isso na visão da comunicação social, e talvez por isso o meu interesse maior nesse Forum.

Os palestrantes são nomes desconhecidos desta que vos fala, mas pelo currículo apresentado, é só uma galera que manja muito e trabalha em diversas áreas, todas ligadas ao social e à comunicação de forma geral.
O II Forum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade acontece nos dias 06 e 07 de maio, no Palácio de Convenções do Anhembi. É uma boa oportunidade, se você tiver como ir [cai numa quarta e quinta-feira], gosta de discutir assuntos sobre a sociedade e sustentabilidade e ainda se interessa, como eu, em participar de um Forum. Eu fiz minha inscrição já. Resta saber se a galera do meu trampo vai me liberar pra participar. Oremos.
Marcadores: ana p., cultural, dicas, propaganda, sustentabilidade
Obtive uma experiência interessante, e gostaria de compartilhar desta aqui.
Estive presente no Noitão do Hsbc Belas Artes.
Para quem não conhece, o Noitão, se trata da grade de programação da sala, que a cada 2ª sexta-feira feira de cada mês, apresenta uma série de 3 filmes dentro de um determinado assunto,divulgando apenas dois nomes dos três filmes,e considerando um como surpresa.
Vale muito à pena, conferir, pois se tratam de filmes de qualidade que não são veiculados nas grandes salas de cinema da cidade, o valor da entrada é razoável e cada cinéfilo recebe uma lata de energético, para se manter acordado madrugada adentro. Isso, sem falar do café da manhã que também é distribuído após o final das sessões, e também dos sorteios de camisetas e DVD ‘s de filmes cultuados pelo público.
Em plena uma sexta-feira 13, e chuvosa, nós: Ana P., eu e mais alguns amigos encontramos uma fila gigantesca bem a frente ao cinema para apreciar a maratona que contava com filmes de comédia,terror e suspense,nada mais sugestivo,não?!
Em clima de descontração e repleto de figuras da grande metrópole encontravam-se cinéfilos com todos os gostos possíveis, principalmente pelo fato da sala oferecer uma mescla de obras. Um ambiente propício para se atualizar e trocar idéias sobre os mais diferentes assuntos,incluindo cinema,é claro.
Se você ainda não conhece a Sala, ou acha que não vai conseguir acompanhar as sessões do Noitão,faça uma visita, existe uma programação semanal como em qualquer outro cinema.E até o final de Fevereiro,é possível assistir aos filmes da Coletânea: dois anos de Cineclube,em que serão exibidos quatro obras das 90 que circularam durante o período de existência do mesmo.
Recomendo!
Endereço: Rua da Consolação, 2423 - Tel: 3258-4092



