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Procura-se foca

Jornalista recém-formado? Sonha em trabalhar na Globo? Além disso, fã do Profissão Repórter? Bem... sua chance está aí!

O programa da Globo, que mostra os bastidores de reportagens feitas por jovens jornalistas, está a procura de um repórter para compor a sua equipe para este ano. Infelizmente [ou felizmente, vá saber!], o repórter deve ser recém-formado [ter finalizado a graduação em jornalismo em 2007 ou 2008]. Para participar do processo de seleção, os candidatos devem gravar um vídeo de até um minuto respondendo à pergunta: "Por que quero ser repórter?".

Os vídeos podem ser gravados em qualquer tipo de equipamento [até mesmo aquela sua máquina digital fuleira ou esse seu celular do século passado], e devem ser enviados em um dos seguintes formatos: WMV, MOV, AVI, MPEG, FLV, 3GPP, H263, MP4 ou DV.

As inscrições podem ser feitas até o dia 28/04, pelo site do Profissão Repórter [só clicar nesse link gigante que você já cai direto lá]. Nesse mesmo site você encontra um vídeo com informações sobre como proceder com a inscrição. É importante ver o vídeo para tirar algumas dúvidas a respeito da inscrição.

Nessa fase, os candidatos selecionados passarão por uma entrevista, e apenas cinco deles irão participar da próxima fase: uma reunião de pauta e produção de uma matéria, e a participação como repórter convidado da matéria, em São Paulo.

Podem participar jornalistas de todo o Brasil. É uma chance que, se eu já fosse formada, não perderia mesmo. Vale como participação, e nunca se sabe, às vezes o talento [e a sorte] batem à sua porta.

E se você é jornalista revolucionário, tipo "eu não trabalho pra Globo"... bom, vá tentar uma vaga no SBT! Afinal, a rede do Silvio Santos estuda a possibilidade de criar um telejornal local em São Paulo, nos mesmos moldes do SBT Rio, ou do SPTV, por exemplo.

Se a proposta virar realidade, candidate-se. Ou não, porque a intenção da rede é aproveitar os profissionais já existentes na casa [mesmo que eu ache que o SBT e jornalismo não são assim... unha e carne].

[sempre que souberem de dicas de programas, concursos ou prêmios para jovens jornalistas, nos avisem. Publicaremos aqui a ideia, e lhe daremos crédito de pesquisa!]

É chegado o momento

Dia 01 de abril próximo será um dia importante para o jornalismo brasileiro. Estudantes, profissionais e toda a sociedade devem estar atentos, pois o STF [Supremo Tribunal Federal] terá em sua pauta neste dia dois assuntos de suma importância: o julgamento da ação que pede a revogação da Lei da Imprensa e também da ação do Ministério Público Federal, que pede o fim da obrigatoriedade do diploma para a prática do jornalismo.

A Lei da Imprensa data de 1967 [para quem não se recorda, ou não era nascido na época, a Lei foi instituída em plena ditadura militar] e foi criada para regular a liberdade de manifestação do pensamento e de informação. O PDT [Partido Democrático Trabalhista], autor da ação pelo fim da Lei da Imprensa, afirma que a lei viola vários preceitos constitucionais, e deve ser totalmente revogada.

A obrigatoriedade do diploma para exercício do jornalismo é um tema que levanta discussões calorosas. A favor ou contra, os argumentos são completamente válidos, e eu mesma, que tinha uma opinião mais ou menos formada a respeito do assunto, não sei dizer se eu sou pela obrigatoriedade ou não. O certo é que, desde novembro de 2006, a obrigatoriedade do diploma está suspensa, e profissionais que já atuavam na área mas não possuem diploma podem exercer livremente o jornalismo.

Eu ainda acredito que as duas questões não serão resolvidas rapidamente, ainda mais sendo as duas marcadas para esta data tão... sugestiva! Mas não custa nada esperar pra ver, e no decorrer desses dias vou tentar postar algumas coisas sobre a Lei da Imprensa e o maledeto diploma. Fiquem atentos, e podem me cobrar!

Twittando

E eis que o que muitos acreditavam não ser lá muito possível, aconteceu: o Twitter é, afinal, uma ferramenta de comunicação muito além do puro e simples "o que você está fazendo agora". O mote principal do Twitter foi deixado para trás pelos próprios usuários do sistema. Claro que ainda tem muita gente postando coisas agradáveis como "acabei de sair do banheiro, acabou o papel". Muito além disso, os usuários do Twitter compartilham notícias, fotos, músicas, pensamentos, ideias. Como qualquer grande rede social.

A graça é que os grandes portais de comunicação e muitos jornalistas estão descobrindo no Twitter um auxiliar de divulgação das principais notícias publicadas nos sites. O último a se render a esta mania foi o Comunique-se. Quem quiser "seguir" os passos do portal pelo Twitter, é só clicar neste link e dar um 'follow', que todas as vezes que algo for atualizado, você receberá na sua home do Twitter.

Outro que também está pelo Twitter é o jornalista Ricardo Noblat. No mesmo esquema do Comunique-se, Noblat usa o Twitter para avisar os seus "seguidores" das atualizações no blog, além de pequenos comentários sobre os links.

Recentemente eu falei no Chapa Branca sobre o pioneirismo do senador e ex-candidato à presidência dos EUA, John McCain, ao conceder uma entrevista pelo Twitter. Apesar da limitação de caracteres [140 por postagem, pouco pra quem fala demais como eu], o senador respondeu a dez perguntas formuladas pelo jornalista George Stephanopoulos [nome bonito, não?], da rede ABC. Perguntas sugeridas por usuários do Twitter e respostas, obviamente, concisas. Mas não deixou de ser uma entrevista, e a primeira realizada pelo Twitter.

Bom, caros dois leitores, se vocês ainda não conhecem o Twitter, deem uma passada pela página principal, e também não deixem de seguir o Sadojornalismo, e caso lhes interesse um pouco de caos e desordem em vossas vidas, sigam a esta que vos fala também.

Tava navegando por aí e resolvi postar um off-topic, porque [dizem] que todos nós temos direito ao lazer e ao descanso.

Então pra distrair e refletir... segue uma lista que eu retirei do profile do nosso amigo Fernando [que vai me desculpar, mas eu não sei se ele ainda tem o blogue e, vergonhosamente, nem me lembro do link], no orkut, e que eu acho que cabe no nosso contexto de jornalista:

Jornalista não fala, informa;
Jornalista não vai a festas, faz cobertura;
Jornalista não acha, tem opinião;
Jornalista não fofoca, transmite informações inúteis;
Jornalista não para, pausa;
Jornalista não mente, equivoca-se;
Jornalista não chora, emociona-se;
Jornalista não some, trabalha em off;
Jornalista não lê, busca informações;
Jornalista não traz novidade, dá furo de reportagem;
Jornalista não tem problema, tem situação;
Jornalista não tem muitos amigos, tem muitos contatos;
Jornalista não briga, debate;
Jornalista não usa carro, mas sim, veículo;
Jornalista não passeia, viaja a trabalho;
Jornalista não conversa, entrevista;
Jornalista não faz lanche, almoça em horário incomum;
Jornalista não é chato, é crítico;
Jornalista não tem olheiras, tem marcas de guerra;
Jornalista não se confunde, perde a pauta;
Jornalista não esquece de assinar, é anônimo;
Jornalista não se acha, ele já é reconhecido;
Jornalista não influencia, forma opinião;
Jornalista não conta história, ele reconstrói;
Jornalista não omite fatos, edita-os;
Jornalista não pensa em trabalho, vive o trabalho;
Jornalista não é esquecido, é eternizado pela crítica;
Jornalista não morre, coloca um ponto final [ . ]

E aí... concordam?

Sobre Imparcialidade

Ah... eu, como futura jornalista, acredito ter um grande defeito: não consigo ser imparcial. E é o que a gente ouve o tempo todo, né, que um jornalista tem que ser imparcial, que ele não pode tomar partido, que ele tem que apenas mostrar a notícia, se abstendo de quaisquer comentários sobre a mesma. Não pode ter a opinião própria, tem que ter a opinião do veículo para o qual ele trabalha. Complicado. Ainda mais para uma jovem com ares de rebeldia como eu. Mas é algo que, de repente, eu possa aprender um dia.

Espero que não.

Se tornar uma pessoa imparcial, que não diferencia, ou não demonstra o lado que prefere em uma discussão, ou que não opina sobre alguma sacanagem que você vê sendo feita, é deixar de ser humano. Você precisa trabalhar, pagar suas contas, e por isso você incorpora as opiniões editoriais. Compreensível. Todo mundo precisa trabalhar hoje em dia, e jornalista não é auto-sustentável. Mas tem que haver um jeito de se alinhar com o editorial e ainda assim, dormir em paz com a sua consciência.

Li a respeito hoje, no Blog do Sakamoto. Ele fala sobre a cobertura da guerra, que acaba sendo uma situação mais específica. Em uma guerra tem dois [ou três, ou quatro, ou cinco] lados. Em uma guerra, existe o bom e o mal. Você acaba tendo que tomar o partido, mas... você trabalha em um veículo de comunicação de massa. Você não toma partido, você noticia. É complicado. Você assiste cenas grotescas de desrespeito aos direitos humanos [às vezes, vindo de ambos os lados] e não pode dizer que aquilo é horrível? Você publica fotos de crianças sofrendo, sozinhas, desamparadas, machucadas... e fotos de soldado apontando fuzis para essas crianças, e não tem pode tomar partido?

Por conta de ver, sentir, pensar isso tudo, o artigo do Sakamoto realmente me fez começar a refletir novamente nisso tudo. Por isso recomendo que você, não apenas futuro jornalista, mas futuro comunicólogo e... atual cidadão, leia. E dê sua opinião.

Gaza é aqui

Muita coisa acontecendo essa semana, as férias que eram para ter começado na segunda feira foram canceladas, e por isso vocês não viram mais minha cara neste blogue. Mas tudo bem, porque vocês também não viram a cara da Sirlene nem da Karina, autoras também deste humilde blogue.

Sem mais delongas. O assunto da vez, aliás, UM dos assuntos da vez, perdido no eio de assuntos tão relevantes quanto o fim da novela ou o começo do BBB, é a guerra na Faixa de Gaza. Claro, violência sempre gerou ibope, não é de hoje. Pão e circo, essa história é antiga. Mas a história da violência em Gaza tem aquele particular que a imprensa adora discutir, que é a censura que o governo de Israel impôs. A cobertura se torna praticamente impossível, e é claro, jornalistas engajados [ou muito bem remunerados] ainda arriscam suas próprias vidas para tentar trazer um mínimo de informação [ou o máximo que conseguem] para o outro lado do mundo.

Mas... e sempre tem um mas... a guerra não está assim tão longe. Está logo aqui do lado.

Cobrir o estado de sítio que a cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, vive, também não é nada fácil. Poucos se arriscam. Os que se arriscam, correm o risco de acabar virando a notícia, como foi o caso do Tim Lopes. Falar a respeito da violência nos interiores do país, onde fazendeiros-coronéis são verdadeiros ditadores locais, que dizem o que a população pode ou não fazer, também não é fácil. Talvez porque não seja do interesse das pessoas. Talvez porque não seja do interesse dos grandes grupos de comunicação. Talvez porque cada guerra tenha um interesse guardado, e essas guerras interiores que vivemos no Brasil não tenha interesse para ninguém mesmo.

Pensei nisso ao ler este texto no blog do Noblat. Pensei nisso ao ver a violência diária à qual somos expostoso o tempo todo, e fazemos como se não fosse conosco. Pensei nisso ao ver o quanto essa história toda de guerra me cansa, como se fosse apenas mais um capítulo da novela. Não é, é a vida de verdade, acontecendo, pessoas morrendo porque seus respectivos governos não ligam para elas, ligam para o lucro. É isso. Guerra é por lucro. Sempre alguém sai lucrando. E isso é o triste.

Até quem comunica a guerra sai lucrando. E acho isso mais triste ainda.

Leia o texto recomendado de hoje. Vale a pena.

Antes do tempo, como sempre. Não consegui ficar parada, sem ler nem escrever nada nestes dias de festa, até mesmo porque, como não viajei, o que eu mais fiz foi mesmo escrever e ler.

E ler coisas como essa, como diria Simão, no país da piada pronta. É inacreditável o poder da justiça em nosso estimadíssimo país. Independente de ser o caso do jornalista Tim Lopes ou não, o que vem ao caso é que eles são comprovadamente assassinos. Agora eles se comportaram bem na cadeia [vá saber o que esse povo da justiça considera "bom comportamento". Para a minha pobre mente ignorante, MATAR não é, nem de longe, bom comportamento], então eles terão direito ao regime semi-aberto.

Dá dois dias pra eles. Quem quer bater uma aposta comigo que pra cadeia eles não voltam?

Tem um ditado muito inteligente que diz que Deus não dá asa a cobra. Mas a justiça brasileira, sim. Isso é apenas um exemplo para quantos bandidos quiserem matar jornalistas, por exercerem um trabalho de investigação e informação ao público: não se meta na área do crime, senão vai sobrar chumbo pra você. Dá pra você trabalhar tranquilo [o trema morreu na passagem do ano, ainda estou me habituando], sabendo que, se o seu trabalho mexer com os brios de alguém da alta criminalidade, você vai morrer, e o cara ainda pode ser libertado alguns anos depois por "bom comportamento"?

Devemos cobrar um pouco mais da justiça desse país. Devemos nós, que fazemos parte da mídia, divulgar e fazer com que as pessoas abram suas mentes e vejam, esses cidadãos [cidadãos?] ainda não estão prontos para voltar ao convívio da sociedade. Se é que algum dia estarão. Então eles merecem a liberdade, ainda que semi-liberdade, que um dia eles negaram ao jornalista?

É claro que, na minha grande utopia, o crime nem deveria existir. Aí entram aquela galera dos direitos humanos, que dizem que as cadeias estão super lotadas, e que quem se comporta bem tem que ter uma segunda chance e tudo mais.

Quem vai dar a segunda chance ao Tim? Ou a tantas outras pessoas que morrem nas mãos impiedosas dos donos do morro? Quem vai dar uma segunda chance para que o crime não mais exista no Brasil?

Já sei, grande utopia, Ana P. Não custa nada sonhar. Não custa nada tentar, mesmo que de uma forma tão pequenina e inocente como um simples blog estudantil, fazer com que algumas pessoas reflitam. E compartilhem.

Começo de ano, o blog está aberto a sugestões. Logo teremos novas enquetes, para tornar esse aqui um espaço mais interativo. E novidades, muitas, já que, a partir de 12 de janeiro, estarei de férias do trabalho oficial [aquele que me paga para que eu possa pagar pela internet que faz com que eu tenho acesso a vocês], mas com o pique total por aqui!

Feliz Ano Velho pra gente. Começamos bem...

Um bom jornalista sabe que precisa escolher com cuidado suas fontes. Com o advento da internet, a velocidade dos fatos ficou muito maior, e todos querem ser os primeiros a dar a notícia, o chamado furo de reportagem. Isso dá até prêmio, sabiam?

Desde que a notícia, além de ter fundamento, seja verdadeira.

Vez por outra eu leio algo a respeito desse assunto no Observatório [quase não dá pra perceber que eu adoro os artigos deles, né?]. Essa semana saiu mais um que fala justamente sobre esse assunto, da velocidade vs. credibilidade. Afinal, qual o sentido em ser rápido, em dar uma notícia de última hora, se daqui algumas horas você terá que desmentir?

Tem jornalista que baseia suas notícias em pesquisas do Google, Orkut e blogs. Errado? Não acho. Essas redes de relacionamento ajudam você a descobrir a verdade, mas perceba a sutileza, AJUDAM. A verdade não está toda aqui. E como bem sabemos, o Orkut não é dos mais confiáveis mesmo. Blogs, qualquer estudantezinho de jornalismo [há, há, há] pode fazer um pra postar o que bem entende. Apesar de ter blogs realmente muito bons [temos uma listinha aí do lado que vale a pena conferir, além, é claro, do nosso Sado aqui também!], alguns são uma bobajada sem fim, sem querer ferir os sentimentos de ninguém.

Quanto ao Google, bom... sem nenhum preconceito, mas suas respostas geralmente apontam ou para a Wikipedia [que até tem muita coisa aproveitável, mas é sempre bom pesquisar mais] ou para o Orkut ou para algum blog. Por essas e outras que, como já dito anteriormente, é preciso conhecer outras ferramentas de busca, outras formas de pesquisar. E não esquecer que, apesar do jornalismo feito à moda antiga não condizer com a velocidade dos dias de hoje, antes ser um jornalista que possui credibilidade perante a sociedade do que aquele cara que ninguém sabe qual vai ser a próxima mentirinha.

E o emprego, cadê?

A maior frustração para o estudante de comunicação social [na verdade, acho que para o estudante de qualquer área] é pensar pelo seguinte ponto de vista: passo quatro ou mais anos na faculdade, fora as várias horas de palestra, fora os cursos de especialização, fora os projetos elaborados, e aí? Quem vai me empregar depois disso tudo?

Mercado de trabalho, sabe o que é isso? É um produto criado pelo capitalismo, lei da oferta e da procura, honey: quem tem a grana e o poder procura o seu serviço. Mas só contrata o seu serviço se você for qualificado para tal.

E como qualificamos um jornalista? Como qualificamos o cara que vai redigir uma notícia, o cara que vai apresentar uma notícia, o cara que vai revisar um texto, o cara que vai criar um editorial, o cara que vai pesquisar determinado assunto e criar uma reportagem sobre? A faculdade está apta para isso? SÓ a faculdade está apta para isso?

O estudante de jornalismo Greg Linch, da Universidade de Miami, tem algumas dicas pra você, que está começando agora, ou até mesmo pra você, que já está se lançando no mercado de trabalho e ainda não sabe muito bem por onde começar:

1. Abuse e use da internet - não somente do orkut, do MSN ou do seu fotolog. Existem outras ferramentas interessantes nesse mundo cibernético e que vale a pena você conhecer. Viram o Twitter, aqui do lado?

2. Leia blogs sobre jornalismo online - perceba, existe uma diferença entre blog sobre jornalismo [caso desse, estamos chegando lá] e blog sobre jornalismo online. Pesquise o blogroll dos seus blogs favoritos, você pode acabar achando muita coisa interessante por lá.

3. Comece um blog - Já tentou? Os blogs estão aí há tanto tempo, você pretende estudar jornalismo, portanto é uma boa maneira de começar a escrever. Escolha um tema, ou tenha uma variedade de temas, mas escreva ao menos uma vez por dia. Isso vai ajudar você a melhorar cada vez mais a forma como você se expressa na escrita. Tome cuidado nas suas opiniões, blogs são legados digitais. Você fala mal da RedeTV!, por exemplo, mas não esqueça que um dia você pode trabalhar para eles. Questão de ética? Sim, não, talvez, sei lá. Mas tome cuidado.

4. Aprenda a contar histórias de mais de uma maneira - O jornalismo consiste basicamente em contar história. E história você pode contar escrevendo, você pode contar falando, você pode contar através de vídeo, através de música. Abuse e use dos recursos que a tecnologia oferece hoje em dia. E não fique esperando que alguém lhe ensine a usá-los: pesquise você e aprenda. A vida deixou de ser um colégio. Pense nisso!

5. Sites importantes - Greg Linch indica o tal de LinkedIn, que pelo que eu entendi seria um Orkut para ser levado a sério, ou seja, contatos profissionais. Aqui no Brasil temos isso também, é o Via6, pode não ser engraçadinho e colorido como o Orkut, mas se você procura contatos profissionais, é uma boa. O estudante indicou também o Poynter Online. Esse também foi um pouco difícil de entender [preciso melhorar meu inglês. olha uma dica boa aí], mas pelo visto é um portal de jornalismo onde você encontra artigos importantes com jornalistas renomados [ou nem tanto], blogues jornalísticos e podcasts e tudo mais. Poderíamos equipará-lo ao nosso Observatório da Imprensa?

6. Tem experiência? - Procure o centro de comunicação da sua faculdade, interaja, quem sabe você consegue algum trabalho por lá mesmo, ou mesmo fora da faculdade, o nosso tão famoso e conhecido estágio. Não esqueça nunca disso: nessa área que você escolheu, contato profissional é MUITO importante. Quanto antes você começar a fazer, melhor pra você no futuro.

7. Use os recursos da Universidade - Fale com os veteranos [sem medo de ser feliz, ok?]: quem são os melhores professores, os que você tem que fazer contato, quais as matérias mais relevantes desse semestre, o que devo focar agora. Lá nos EUA eles costumam ter programas em que os estudantes veteranos apresentam a universidade e os professores aos calouros. Aqui nós pichamos e humilhamos os calouros, mas quiçá isso um dia mude de vez. Enfim, conheça também os seus professores. Eles têm experiência, têm histórias boas a lhe contar sobre essa profissão, coisas que na sala de aula muitas vezes eles não podem [ou não conseguem] relatar. Contato, lembra? Quase nem é importante...

8. Networking - Sabe o que é isso? É o que a gente já tá batendo na tecla há tempos: FAÇA CONTATOS! Conheça as pessoas, você não está fazendo um curso de comunicação à toa. Pessoas conhecem pessoas que conhecem pessoas, portanto, quanto mais networking, mais chances você tem de conhecer a pessoa certa, a que vai dar um UP bonito na sua carreira.

9. Conheça o mercado - É, nesse ponto não tem jeito, vai ter que pesquisar. O mercado de trabalho pode estar difícil, porém não impossível. Saia das arraias do fulano disse isso, beltrano disse assado. Pesquise, procure saber como funciona para que você possa formar a sua opinião. Princípio legal para quem quer fazer jornalismo, PESQUISAR!

10. Desenvolva uma mente aberta, e esteja sempre preparado para mudanças - O que seria de um jornalista que não sabe lidar com mudanças? Acredite, como profissional formado em jornalismo, sua vida não vai ser eternamente ficar sentado em uma redação de jornal, ou apresentando o Jornal Nacional. O mundo gira... gire você junto com o mundo, e saiba que a função do jornalista vai muito além de uma simples reportagem. Informar para transformar.

Ufa! Se você compreende um pouco o inglês, o suficiente para ler o texto completo desse rapaz, as dicas bem desenvolvidas você encontra aqui. E eu só cheguei a essas dicas graças a outra jornalista blogueira, a Gabriela Zago, que eu encontrei aqui.

Ficou um pouco maior do que eu imaginei que ficaria, mas... espero que seja de grande valia para quem, como eu, ainda sonha com o jornalismo.

Tem dúvidas?

A maioria das pessoas que pensam em fazer jornalismo se espelham geralmente em algum ídolo, alguém que admira muito e que esteja na grande roda da mídia. Um jornalista esportivo, um apresentador de telejornal, um repórter que faz grandes viagens internacionais. Seria a isso que se resume a carreira de um jornalista? Todos os que entram nesse curso superior, pensam realmente em sentar na bancada do Jornal Nacional e ficar 'famoso' da noite pro dia?

Segundo informações pesquisadas no site da ONG Formação Solidária, o jornalista é responsável por investigar e redigir as notícias para transmití-las através dos meios de comunicação, sejam jornal, revista, televisão, rádio ou internet. O profissional formado em jornalismo pode trabalhar em qualquer etapa da produção da notícia: investigar, redigir, resumir, organizar.

De acordo com a ONG, a carreira de jornalista é regulamentada, ou seja, para um profissional exercer a função de jornalista, é necessário que ele tenha formação acadêmica, independente da área que ele vá atuar. Se quiser saber mais sobre esses e outros aspectos da nossa carreira, clique aqui. Recomendamos também conhecer o trabalho da ONG, neste mesmo site você encontra dicas e informações sobre vestibulares e cursos universitários.

Ainda lembraremos aqui a discussão sobre a regulamentação da profissão de jornalista, em que encontramos muitos jornalistas a favor e muitos contra.

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