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Anime-se!


Acontece de 22 a 26 julho em São Paulo a 17ª edição do festival Anima Mundi, que traz exibições de curtas, médias e longas-metragens animados, exposições, fóruns, oficinas, workshops e premiações, onde algumas contam com a votação do Júri Popular, e outras com um colegiado de especialistas em diversas áreas envolvidas com animação. O público pode ainda,criar seu próprio filme com a oficina Estúdio Aberto, são usadas massinhas de modelar, animação com areia e película entre outras técnicas, os participantes podem ver seus vídeos exibidos num telão ou fazer o download pelo próprio site do festival.

O festival ocorrerá entre o Memorial da América Latina, e o Centro Cultural do Banco do Brasil. No auditório do CCBB as exibições serão gratuitas e no Memorial, o valor é acessível, sendo que serão disponibilizadas meia entradas, e crianças a partir dos 8 anos de idade podem participar das atrações, inclusive de algumas das oficinas.

Mais informações sobre a programação e o festival podem ser encontradas no site:

http://www.animamundi.com.br/default.asp

Veja o Trailer de “As aventuras de Gui & Estopa”, uma das animações que farão parte do festival.

Após um breve hiato nas postagens deste blog [por motivos de provas, trabalhos e exames], estamos sentindo as férias chegando de mansinho. Isso não significa que as postagens vão continuar em segundo plano, pelo contrário! Vamos intensificar o movimento, dando dicas de passeios culturais, filmes e teatro e cursos rápidos para vocês aproveitarem as férias.

Já falamos do Noitão do HSBC anteriormente neste blog. Nesta última sexta-feira, 12 de junho, estivemos novamente no Noitão, desta vez comemorando os cinco anos do evento. Foi legal o depoimento dos organizadores, antes do primeiro filme começar: o Noitão começou também num dia dos namorados, em 2004, com apenas 80 espectadores. Nesta sexta, foram mais de 1000 espectadores! Sim, aqui em São Paulo, mesmo em uma noite dos namorados fria como foi o dia 12, o Noitão ainda faz muito sucesso!

A mesma fórmula de sempre, você assiste três filmes na noite, sendo que um é uma surpresa [que também foi um filme muito bom, posso falar dele depois]. Dentre eles, A Onda, filme alemão baseado no episódio A Terceira Onda - O Experimento.

O filme conta a história do professor de história contemporânea Wenger, adorado pelos alunos [aquele típico professor moderninho, amigo dos alunos]. Wenger resolve fazer uma experiência com sua sala de aula, na semana temática. Tentando explicar aos alunos o tema "autocracia", ele começa a ditar regras novas para as aulas, como a postura correta, o correto tratamento aluno-professor, o uso de uniforme, e até mesmo um cumprimento pessoal entre os alunos do grupo, que se auto-denominaram "A Onda".

A princípio, ele tenta demonstrar a ideia de autocracias como o nazismo e o fascismo, que ensinam 'o poder através da disciplina'. Com o passar da semana temática, ele passa a ensinar 'o poder através da união'. Os alunos do grupo passam a se defender de outros grupos, marcar sua presença pela cidade através de pichações, organizam festas e discriminam aqueles que não fazem parte d'A Onda. É claro que, com o passar do tempo, a experiência passa do sentido pedagógico para o sentido real.

Até por ter sido produzido na Alemanha, o filme, assim como o experimento [que foi real, e aconteceu em 1967, nos EUA], tem o claro objetivo de mostrar que não estamos livres das garras de uma ideologia imposta. Muitas vezes nos perguntamos como puderam acontecer o nazismo e o fascismo, como as pessoas se convenceram por discursos tão autoritários e racistas. Pois bem. Não somos todos influenciáveis?

Foi o último filme que vimos no Noitão deste mês. Foi um filme tenso, perto dos outros dois que assistimos, mas que nos fez refletir. E que eu recomendo, para quem gosta dos estudos sobre autocracias e ditaduras, para quem gosta de um filme bem construído [não é cansativo], quem gosta de filmes cults, enfim. Para quem tem curiosidade em ver que uma ideia simples pode ser perigosa, se conduzida de forma errada. E nas mentes erradas.

O filme tem estreia marcada no Brasil para o dia 10 de julho, e assim que sair, informo para vocês em quais salas estarão disponíveis.

Por enquanto, fiquem com o trailer do filme:


Jornalismo animado

Sem tempo para ler revista, jornal, para navegar na internet. Mas parece que as reportagens e artigos interessantes simplesmente pulam nos meus olhos. Ou meu instinto que percebe o que pode ser legal de divulgar. E hoje mais uma reportagem saltou aos meus olhos. Como alguns de vocês pode ter ouvido falar, esse mês tá rolando o Festival É Tudo Verdade, 14º Festival Internacional de Documentários. Ainda dá tempo de curtir documentários de ótima qualidade, pois o festival vai até o dia 05 de abril [é, foi um lapso não ter divulgado aqui. Desculpem-me!].

Hoje no caderno Ilustrada, da Folha de S. Paulo, saiu uma reportagem sobre um documentário que estreou hoje, no Festival e também em algumas salas do circuito: "Valsa com Bashir", do diretor Ari Folman. O documentário, uma animação, conta com depoimentos sobre o massacre de palestinos ocorrido no Líbano, em 1982.

Daí você me pergunta: que isso teria a ver com o Sado? Tudo a ver. Quantos documentários animados você já viu? O diretor do filme acredita que animação e HQ podem ser uma forma moderna, e até artística, de se fazer jornalismo. Você já pensou nisso, misturar arte e jornalismo? Eu nunca. Aliás, nunca tive um dom muito apurado para artes em geral.

O filme demorou cerca de dois anos e meio para ficar pronto, inova nas imagens e na trilha sonora marcada por hits dos anos 80, e ainda concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009. Folman ainda transformou o filme em HQ, que foi lançada no Brasil pela editora LPM. O próprio diretor do filme teve uma experiência no conflito do Líbano, e a ideia para o filme surgiu depois que ele pediu dispensa do Exército, e começou a se consultar com um psicoterapeuta.

Ele teve a colaboração de sete dos seus contemporâneos, que contaram as suas histórias do conflito, e ainda teve a participação de dois atores, que narraram as histórias de dois amigos que não quiseram participar do filme diretamente.



Assista o trailer do filme e me diga: você não ficou com vontade??

Vale como dica de filme [entrou em circuito nesta sexta feira] e vale como dica de como fazer um jornalismo diferente. Estamos tão acostumados a associar documentários a coisas chatas e enfadonhas, quando na verdade, basta pensar diferente, tentar diferente e fazer diferente. Ousar. Os melhores jornalistas sempre ousam algo diferente. Se vai emplacar ou não, não sabemos. Mas temos que ao menos tentar.

Obtive uma experiência interessante, e gostaria de compartilhar desta aqui.
Estive presente no Noitão do Hsbc Belas Artes.
Para quem não conhece, o Noitão, se trata da grade de programação da sala, que a cada 2ª sexta-feira feira de cada mês, apresenta uma série de 3 filmes dentro de um determinado assunto,divulgando apenas dois nomes dos três filmes,e considerando um como surpresa.
Vale muito à pena, conferir, pois se tratam de filmes de qualidade que não são veiculados nas grandes salas de cinema da cidade, o valor da entrada é razoável e cada cinéfilo recebe uma lata de energético, para se manter acordado madrugada adentro. Isso, sem falar do café da manhã que também é distribuído após o final das sessões, e também dos sorteios de camisetas e DVD ‘s de filmes cultuados pelo público.
Em plena uma sexta-feira 13, e chuvosa, nós: Ana P., eu e mais alguns amigos encontramos uma fila gigantesca bem a frente ao cinema para apreciar a maratona que contava com filmes de comédia,terror e suspense,nada mais sugestivo,não?!
Em clima de descontração e repleto de figuras da grande metrópole encontravam-se cinéfilos com todos os gostos possíveis, principalmente pelo fato da sala oferecer uma mescla de obras. Um ambiente propício para se atualizar e trocar idéias sobre os mais diferentes assuntos,incluindo cinema,é claro.
Se você ainda não conhece a Sala, ou acha que não vai conseguir acompanhar as sessões do Noitão,faça uma visita, existe uma programação semanal como em qualquer outro cinema.E até o final de Fevereiro,é possível assistir aos filmes da Coletânea: dois anos de Cineclube,em que serão exibidos quatro obras das 90 que circularam durante o período de existência do mesmo.
Recomendo!
Endereço: Rua da Consolação, 2423 - Tel: 3258-4092

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