Mostrando postagens com marcador estudantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estudantes. Mostrar todas as postagens

Correria, queridos leitores... correria danada, sumi semana passada, mas estou de volta aqui, como deveria ser todas as quartas-feiras! E já chego com novidades para vocês, tão ávidos por um desafio.

Pois bem. O desafio que eu trago para vocês hoje é o 5º Concurso Universitário CNN. Se você, como eu, nunca nem ouviu falar desse concurso, lhe explico: a CNN, rede internacional de notícias, criou este concurso para dar uma oportunidade aos estudantes de jornalismo de mostrarem o seu talento diante das câmeras. Cada ano com um tema diferente, o estudante deve elaborar uma matéria em vídeo de dois minutos. Acha pouco? A título de comparação, semana passada, na faculdade, criamos uma matéria de no máximo 45 segundos, sobre o terremoto na Itália há um mês. Dois minutos é um bom tempo para uma matéria de um estudante de jornalismo.

O tema do concurso deste ano é "O uso da tecnologia no desenvolvimento social". Parece dificílimo de tratar, mas não é tanto assim. Lembram do artigo sobre a TV Muro? Aquela é uma tecnologia [local, mas é] que, se bem trabalhada, pode estimular os jovens do bairro, ensiná-los a trabalhar com televisão e quem sabe desenvolver uma profissão nova.

E se você também está pensando "ai, Ana, que coisa chata, vou me dar esse trabalho todo de fazer um vídeo sobre a tecnologia e o desenvolvimento social para que, só pela glória do momento?". Bom, não sei você, mas a glória do meu nome aparecendo em qualquer coisa relacionado à CNN pra mim, já seria o suficiente. Mas eu morri mesmo quando soube que o prêmio ao primeiro colocado envolve a exibição do seu material na CNN. Repito, talvez você não tenha lido direito. O prêmio ao primeiro colocado envolve a exibição do seu material pela CNN.

Ainda acha pouco? Vocês andam muito exigentes. Tudo bem, e que tal uma viagem para conhecer os estúdios da CNN International? Como é? Repito de novo, beleza: uma viagem para conhecer os estúdios da CNN International... nos Estados Unidos!

Animou, não é mesmo? Então não perca seu tempo, caro leitor! Lembrando que o concurso vale apenas para estudantes de jornalismo, ou seja, não adianta você ser formado em jornalismo, você ter sonhado com jornalismo, você gostar muito de jornalismo. Se você não é um estudante de jornalismo devidamente matriculado, então esquece, fica pra próxima. Mas se você é estudante de jornalismo e ficou todo ouriçadinho com a ideia [assim como eu], clique aqui e faça a sua inscrição. Você tem até o dia 29 de junho de 2009 para isso.

As matérias devem ser enviadas pelo YouTube, e serão julgadas por gente de pouco calibre, sabe, gente tipo Heródoto Barbeiro, Marcelo Tas e Lúcia Araújo.

Dúvidas? Clique aqui. Mais dúvidas ou sugestões? Clique aqui.

Faz um tempo que eu li na Folha, mas hoje eu vi na capa do portal G1, e achei que seria um bom tema para discussão. Quem está na faculdade hoje em dia, obrigatoriamente passou pela via crucis do vestibular. Quem, como eu, já tentou o vestibular para universidades públicas, sabe que a concorrência é cruel. Quem nunca tentou, eu acredito que valha como experiência e tentativa.

Vestibulares de universidades públicas têm o estigma de serem os mais difíceis, justamente por serem mais concorridos, pela qualidade do ensino ser diferenciada e, claro, porque as universidades querem os melhores alunos. Não que eu ache que o fato de você ter passado num vestibular dificílimo vá garantir que você será um excelente representante do corpo discente da universidade X ou Y. Mas o certo é que, a grande maioria dos que são aprovados nesses vestibulares, vieram de escolas públicas, ou tiveram a oportunidade, como eu, de estudar em cursinhos pré-vestibulares.


A proposta atual do MEC é que o vestibular das universidades federais seja unificado. Ou seja, você presta uma única prova e pode escolher em qual federal você quer estudar, se aqui em São Paulo ou lá no Ceará, por exemplo. A prova unificada seria o ENEM, aquela prova que os alunos do 3º ano do ensino médio fazem, e que atualmente ajuda o MEC a analisar a qualidade do ensino médio, uma pré-seleção dos alunos favorecidos pela bolsa PROUNI, e também é usado como uma nota adicional em muitos vestibulares.

Claro que a estrutura da prova seria modificada. A proposta inicial do MEC é que o número de questões passe do atual 63 para 200, além da redação. A prova seria feita em dois dias, como muitos dos vestibulares tradicionais, e incluiria questões de linguagens [português, inglês e redação], matemática, ciências humanas e ciências da natureza. Como as universidades federais possuem autonomia, caberia à elas decidirem se aceitam ou não essa modalidade de acesso.

Acho justo querer unificar os vestibulares. Muita gente gostaria de tentar o ingresso em uma UNIFESP, UFRJ e UFSCar, por exemplo, mas todas as provas são no mesmo dia, ou muito próximas, impossibilitando o deslocamento do aluno. Como são todas universidades federais, a opção de prestar todos ao mesmo tempo, e depois escolher em qual gostaria de ingressar [como funcionam os concursos públicos] é uma ideia a ser estudada.

A forma de seleção, no entanto, ainda precisa ser discutida. Já faz alguns anos que eu não faço a prova do ENEM, mas lembro que o seu nível de dificuldade não era lá muito "aceitável" para substituir uma FUVEST, por exemplo. Não que eu acredite que o vestibular tenha que ser difícil. Mas tem que selecionar.

O MEC anunciou a proposta hoje. Os reitores das federais ainda vão se reunir para discutir o assunto. Como quase toda a proposta que pretende mudar os rumos da educação nesse país, com certeza o assunto ainda vai durar. Mas se você gosta da proposta e queira vê-la aprovada rapidamente, mova-se! Reúna seus amigos, brade aos quatro ventos, manifeste-se! Se você não gostou da proposta, vale também. O que não vale é você me dizer que "ah, já passei dessa fase, não tenho nada a ver com isso". Quando se trata de assuntos de educação, todos nós temos muito que ver com isso.

A obrigatoriedade ou não de diploma para o exercício do jornalismo continua sendo uma briga feia. Bom, ainda não tão feia. Digo ainda porque provavelmente na quarta feira as coisas requentem um pouco mais. Como já foi dito aqui, dia 01 de abril será votada no STF o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista.

Pois bem, essa é uma questão que divide inclusive os jornalistas. O que eu acho? Que há casos e casos. É humanamente impossível que o jornalista formado na faculdade aprenda todas as funções exercidas em uma redação jornalística. Claro que o cara formado em jornalismo, com todas as suas lições de ética e construção de notícias e criação de reportagens, terá uma visão diferente de um fotógrafo, por exemplo, na hora de escolher o melhor ângulo para a capa do jornal.

Assim como o cara formado em economia tem um jeito diferente de analisar a situação econômica do país. Assim como o cara formado em cinema pode fazer uma crítica de filme de uma forma mais profunda. E vai me dizer que isso não é jornalismo? Vai me dizer que as análises econômicas, esportivas e culturais vão ter que sumir dos jornais porque "não são jornalistas que as fazem"? Não tem jeito, é preciso criar exceções.

Se você disser, olha Ana P., o diploma vai ser obrigatório pro foca, pr'aquele cara que corre atrás da reportagem, praquele que passa dias sem dormir investigando, que fica caçando as fontes para não errar nenhum dado, aí eu vou dizer "humm, então é fato, você está certo, o diploma tem que ser obrigatório".

Mas dá para separar? Dá para dizer quem precisa e quem não precisa de diploma? Isso não iria de encontro com alguns itens de nossa Constituição? Isso não seria a pura e simples discriminação?

E eu ainda continuo acreditando que esse negócio de ter colocado a votação para o dia 01 de abril só pode ser sacanagem! E se você quiser ler uma análise mais aprofundada da coisa, leia o que saiu no Globo hoje, sobre a divisão dos jornalistas contra e a favor do diploma.

Vocês? Alguma opinião formada?

E lá vamos nós divulgando mais uma ideia que pode dar certo. Aliás, que tem tudo para dar certo. Muitas vezes os estudantes de jornalismo são deixados de fora de discussões importantes como a regulamentação da profissão, a reformulação da Lei da Imprensa, e outros assuntos de relevância para quem já está e para quem ainda vai fazer parte deste submundo delicioso.

E aí? Como podemos reivindicar um espaço maior, como podemos cooperar com essas discussões, como podemos mostrar que, apesar de inexperientes, nossa cabeça tá cheia de ideias que, com um pouco mais de elaboração, podem ser aproveitadas? No Rio Grande do Sul, o Sindicato dos Jornalistas pegou essa deixa e fundou no último sábado (14/03) o Núcleo de Estudantes de Jornalismo, cujo objetivo é despertar nos estudantes o sentimento de categoria profissional.

A ideia partiu da percepção quanto ao interesse dos estudantes de jornalismo da PUC-RS, que em dezembro passado procurou o sindicato, pedindo auxílio para que pudessem participar do Encontro Nacional de Estudantes de Jornalismo, na BA. A partir daí, o sindicato resolveu tirar o projeto da gaveta e colocá-lo em prática, sem, no entanto, interferir nas entidades estudantis do Estado. Para os estudantes, uma oportunidade de discutir pautas como a luta pelo diploma e as diretrizes curriculares do curso.

Por enquanto, o grupo ainda está sendo formado, sendo que neste sábado, 21/03, ainda haverá uma reunião para definir a coordenação do grupo. O objetivo é colocar pelo menos um representante de cada um dos 18 cursos de jornalismo do Estado.

Você duvida ainda da capacidade de mobilização dos estudantes? Mas também, não basta ter uma ideia, é preciso correr atrás. Eu tenho fé nos estudantes do RS e digo mais: acredito que eles devem servir de exemplo para que nós, estudantes de outros estados, também façamos nossa parte e lutemos pelo nosso espaço.

Para saber mais, clique aqui. A notícia veio direto do Portal Comunique-se, e para acessá-lo, você deve fazer sua inscrição. Não dói, não mata e nem tomará muito tempo de sua vida.

BlogBlogs.Com.Br