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Tanta pauta rolando na internê nos últimos dias que a gente fica até confuso de por onde começar. Rola ainda [não se sabe se o assunto um dia encerrará] o caso da "ditabranda" da Folha, tema de um artigo desta que vos escreve no Chapa Branca, e também matéria de capa da Caros Amigos deste mês. Além disso, rola dois assuntos que muito interessam ao futuro da comunicação: o vídeo de Susan Boyle, participante do programa "Britain's got Talent"*, e na twittosfera, a guerrinha de brincadeira entre o ator Ashton Kutcher [off-topic: LINDO!] e a CNN, para saber quem atingiria primeiro a marca de um milhão de followers no Twitter, ou seguidores, no bom português de Portugal.

Ai, Ana P., que exagero, porque essa bobagenzinha de guerrinha por followers seria um tema pertinente? Gente, por muita coisa! Isso daí num rolou na mídia impressa. Em nenhum jornal de grande circulação rolou mais do que uma notinha escondida nos confins das páginas internas. Isso daí foi, basicamente, notícia no Twitter. Mas que rendeu, muita coisa pela internet!

O ator Ashton Kutcher, famoso pela sua participação no seriado "That 70's Show", desafiou a rede CNN em um vídeo divulgado na Ustream, a obter um milhão de seguidores no Twitter, antes que Ashton o fizesse. A CNN comprou a aposta, já que era o perfil no Twitter com o maior número de seguidores no mundo, até aquele momento. Ashton prometeu ainda doar 10 mil mosquiteiros para promover o Dia Mundial Contra a Malária, caso ganhasse a aposta.

A disputa cresceu. Milhares de twittadas, milhares de posts em blogs e pouquíssimos dias depois, Ashton venceu a aposta.

Qual é o grande "ooohhh" disso tudo, Ana P.?

A disputa rolou apenas na internet. Houve chamadas nos intervalos da CNN, mas mesmo assim, Ashton venceu a aposta. Como ele conseguiu isso? Somente através da internet e do boca-a-boca virtual. Foram centenas de milhares de mensagens via Twitter, blogs divulgando a história a todo momento, até os sites de grandes meios de comunicação impresso noticiaram a aposta. Não houve site que você visitasse que não mencionasse um nada dessa história.

Fica como dica para quem ainda insiste em dizer que a internet como veículo de comunicação de massa ainda deixa muito a desejar. As novas mídias sociais estão, aos poucos, quebrando as barreiras do desconhecido. Estão invadindo o espaço das velhas mídias. E em breve, quem sabe, se tornarão também velhas mídias tradicionais.

Quem, afinal, sabe o que poderá vir pela frente?

* me perguntem em outro post, porque eu acho que esse vídeo é importante para quem trabalha com comunicação.

Twittando

E eis que o que muitos acreditavam não ser lá muito possível, aconteceu: o Twitter é, afinal, uma ferramenta de comunicação muito além do puro e simples "o que você está fazendo agora". O mote principal do Twitter foi deixado para trás pelos próprios usuários do sistema. Claro que ainda tem muita gente postando coisas agradáveis como "acabei de sair do banheiro, acabou o papel". Muito além disso, os usuários do Twitter compartilham notícias, fotos, músicas, pensamentos, ideias. Como qualquer grande rede social.

A graça é que os grandes portais de comunicação e muitos jornalistas estão descobrindo no Twitter um auxiliar de divulgação das principais notícias publicadas nos sites. O último a se render a esta mania foi o Comunique-se. Quem quiser "seguir" os passos do portal pelo Twitter, é só clicar neste link e dar um 'follow', que todas as vezes que algo for atualizado, você receberá na sua home do Twitter.

Outro que também está pelo Twitter é o jornalista Ricardo Noblat. No mesmo esquema do Comunique-se, Noblat usa o Twitter para avisar os seus "seguidores" das atualizações no blog, além de pequenos comentários sobre os links.

Recentemente eu falei no Chapa Branca sobre o pioneirismo do senador e ex-candidato à presidência dos EUA, John McCain, ao conceder uma entrevista pelo Twitter. Apesar da limitação de caracteres [140 por postagem, pouco pra quem fala demais como eu], o senador respondeu a dez perguntas formuladas pelo jornalista George Stephanopoulos [nome bonito, não?], da rede ABC. Perguntas sugeridas por usuários do Twitter e respostas, obviamente, concisas. Mas não deixou de ser uma entrevista, e a primeira realizada pelo Twitter.

Bom, caros dois leitores, se vocês ainda não conhecem o Twitter, deem uma passada pela página principal, e também não deixem de seguir o Sadojornalismo, e caso lhes interesse um pouco de caos e desordem em vossas vidas, sigam a esta que vos fala também.

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