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Muita gente acha que as festas do final de ano são para comemorar em família, ou beber até cair, ou dar uma sumida do mapa, organizar a casa e a vida, a agenda do próximo ano. Visitar museus, nessa época? Pode começar a pensar nisso.

Feriados são ótimos aqui em São Paulo para andar de carro. Qualquer lugar é próximo, o trânsito simplesmente desaparece e filas parecem uma lenda distante. Aproveitando que a cidade estava vazia, no Natal eu fui visitar o Museu do Futebol. E como alguém que não é uma fã incondicional do esporte, devo dizer que fiquei simplesmente encantada com o museu.

Não tem como você entrar ali e não sentir o coração bater mais forte, mesmo que você não goste tanto de futebol. Lá você conhece os principais jogadores da história do futebol mundial [e é claro, mas é ÓBVIO que o Pelé está lá. CLARO!], você pode ouvir narrações históricas do rádio, ver algumas personalidades comentando sobre os gols que marcaram a história de suas vidas. Tem também um cinema 3-D, onde é possível assistir a algumas jogadinhas de Ronaldo. O Gaúcho.

Um setor especial do museu, no qual você ganha uma hora bem fácil, é a história do futebol brasileiro associado a grandes fatos da história nacional. Ali você relembra do Chacrinha, da ditadura militar, da morte de Ayrton Senna, da explosão do É o Tchan! e seus derivados [sim, isso, goste você ou não, faz parte da história nacional]. E lembra também das vitórias e, infelizmente, das derrotas do Brasil nas Copas. Aliás, a derrota da Copa de 1950 no Maracanã tem uma "homenagem" especial.

Mas a melhor... bom, difícil falar de UMA melhor parte. O que eu vi, que me deixou arrepiada por quase meia hora, foi a homenagem às torcidas brasileiras. Um vídeo-montagem de CENTENAS de torcidas de diferentes estados, sendo projetadas direto embaixo da arquibancada do Pacaembu. Isso mesmo. Ali embaixo de onde os torcedores sofrem, gritam, pulam e comemoram, a maior homenagem que eu já vi a esses milhões de apaixonados e aficionados pelo futebol. Eu, que nem sou tão apaixonada, fiquei emocionada de verdade.

Infelizmente, não é permitido fotografar dentro do Museu. Porém vale a visita, até mesmo pelo gostinho de quero mais que fica no final, quando o visitante consegue chegar, quase entrar mesmo, no gramado do estádio. Garanto a vocês, vale a visita.

O Museu do Futebol fica na Praça Charles Miller, no Estádio do Pacaembu. Para quem vai de transporte público, fica próximo às estações Barra Funda ou Consolação do metrô. O ingresso custa R$ 6,00, estudantes pagam meia. O museu funciona de terça a domingo, com entrada das 10 às 17h.

Uma última dica: lá no estádio tem também o bar O Torcedor. Depois de visitar o museu, vale dar uma refrescada nesse ambiente extremamente agradável.

Tanta pauta rolando na internê nos últimos dias que a gente fica até confuso de por onde começar. Rola ainda [não se sabe se o assunto um dia encerrará] o caso da "ditabranda" da Folha, tema de um artigo desta que vos escreve no Chapa Branca, e também matéria de capa da Caros Amigos deste mês. Além disso, rola dois assuntos que muito interessam ao futuro da comunicação: o vídeo de Susan Boyle, participante do programa "Britain's got Talent"*, e na twittosfera, a guerrinha de brincadeira entre o ator Ashton Kutcher [off-topic: LINDO!] e a CNN, para saber quem atingiria primeiro a marca de um milhão de followers no Twitter, ou seguidores, no bom português de Portugal.

Ai, Ana P., que exagero, porque essa bobagenzinha de guerrinha por followers seria um tema pertinente? Gente, por muita coisa! Isso daí num rolou na mídia impressa. Em nenhum jornal de grande circulação rolou mais do que uma notinha escondida nos confins das páginas internas. Isso daí foi, basicamente, notícia no Twitter. Mas que rendeu, muita coisa pela internet!

O ator Ashton Kutcher, famoso pela sua participação no seriado "That 70's Show", desafiou a rede CNN em um vídeo divulgado na Ustream, a obter um milhão de seguidores no Twitter, antes que Ashton o fizesse. A CNN comprou a aposta, já que era o perfil no Twitter com o maior número de seguidores no mundo, até aquele momento. Ashton prometeu ainda doar 10 mil mosquiteiros para promover o Dia Mundial Contra a Malária, caso ganhasse a aposta.

A disputa cresceu. Milhares de twittadas, milhares de posts em blogs e pouquíssimos dias depois, Ashton venceu a aposta.

Qual é o grande "ooohhh" disso tudo, Ana P.?

A disputa rolou apenas na internet. Houve chamadas nos intervalos da CNN, mas mesmo assim, Ashton venceu a aposta. Como ele conseguiu isso? Somente através da internet e do boca-a-boca virtual. Foram centenas de milhares de mensagens via Twitter, blogs divulgando a história a todo momento, até os sites de grandes meios de comunicação impresso noticiaram a aposta. Não houve site que você visitasse que não mencionasse um nada dessa história.

Fica como dica para quem ainda insiste em dizer que a internet como veículo de comunicação de massa ainda deixa muito a desejar. As novas mídias sociais estão, aos poucos, quebrando as barreiras do desconhecido. Estão invadindo o espaço das velhas mídias. E em breve, quem sabe, se tornarão também velhas mídias tradicionais.

Quem, afinal, sabe o que poderá vir pela frente?

* me perguntem em outro post, porque eu acho que esse vídeo é importante para quem trabalha com comunicação.


Ari Folman, um diretor de filmes, que foi soldado da Guerra do Líbano pelo exército israelense, perde todas as memórias de sua participação na batalha, sendo assim decide procurar aqueles que o acompanharam naqueles que foram os piores dias de sua vida para tentar resgatar suas lembranças
O documentário Valsa com Bashir,de nome original,Waltz with Bashir,é composto por animações que ajudam a ilustrar,inclusive a maior parte das alucinações,e pensamentos que Folman teve durante a batalha.O brilhantismo do filme permite despertar a sensibilidade daquele que o assiste para as situações vividas pelas pessoas no campo de batalha.
Os testemunhos e experiências contadas nos transportam do conforto da poltrona do cinema para dura realidade, de um genocídio do qual nem sequer civis estavam livres.
Em praticamente 90% de animação, o documentário mostra cenas reais em seus instantes finais, para reforçar e mostrar ao mundo a devastação de um país e da mente das pessoas que viram suas vidas se partirem a partir da guerra.

Veja o Trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=Ak_2NWhr_g4

Em cartaz em São Paulo:


Espaço Unibanco Arteplex
Rua Augusta, 1475

Reserva Cultural de Cinema
Avenida Paulista, 900

Hsbc Belas Artes
Rua da Consolação, 2423


Mudança de planos

Olha aí, prometi, e promessa é dívida!

Teremos uma pequena mudança na estrutura editorial do Sadojornalismo. Não, o blogue não vai acabar. Não, não iremos deixar de falar de jornalismo, pelo contrário: vamos expandir nossos horizontes. Afinal, não só de jornalismo se faz o jornalismo. Paradoxal, mas real. E deixemos as rimas de lado.

Como vocês talvez tenham percebido um dia, temos mais dois autores neste blog. E por alguns motivos que nos permitimos não ficar explanando por aqui, as postagens deles foram muito raras, quase inexistentes. Então fizemos uma reunião e decidimos que isso não continuará assim. Vamos incluir algumas pautas mais interessantes, porque afinal, tem notícia acontecendo em todo lugar.

A ideia é que nós tratemos cada qual com assuntos diferentes. Eu fico com aquela parte chata do jornalismo [cursos, programas, notícias da área], a Sirlene ficará com a parte cultural [dicas de exposições, filmes, teatro, música] e com as notícias bizarras. E o Danilo fica com as resenhas de filmes [que ele já faz com maestria pelo Zoom 8 mm] e de livros, já que ele lê um por dia! [calma, não é para tanto...]

Como bons jornalistas que somos, não conseguiremos nos ater apenas a essa escala. Um dia a gente pode falar da cultura e no outro da manipulação da mídia diante de mais um caso escabroso de violência. Então, fizemos essa divisão mais para vocês conhecerem nossos maiores interesses dentro da área. Mas que isso não queira dizer que esses sejam nossos únicos interesses.

Planejamos também uma reformulação visual, mas aí só mais pra frente, sempre contando com a ajuda mágica dos nossos parceiros publicitários.

Então não nos abandonem, agora mais que nunca, precisamos das sugestões, reclamações e elogios de vocês! A participação dos leitores pode ser através do email, do Twitter, dos comentários: a casa é nossa e de vocês também.

Tava navegando por aí e resolvi postar um off-topic, porque [dizem] que todos nós temos direito ao lazer e ao descanso.

Então pra distrair e refletir... segue uma lista que eu retirei do profile do nosso amigo Fernando [que vai me desculpar, mas eu não sei se ele ainda tem o blogue e, vergonhosamente, nem me lembro do link], no orkut, e que eu acho que cabe no nosso contexto de jornalista:

Jornalista não fala, informa;
Jornalista não vai a festas, faz cobertura;
Jornalista não acha, tem opinião;
Jornalista não fofoca, transmite informações inúteis;
Jornalista não para, pausa;
Jornalista não mente, equivoca-se;
Jornalista não chora, emociona-se;
Jornalista não some, trabalha em off;
Jornalista não lê, busca informações;
Jornalista não traz novidade, dá furo de reportagem;
Jornalista não tem problema, tem situação;
Jornalista não tem muitos amigos, tem muitos contatos;
Jornalista não briga, debate;
Jornalista não usa carro, mas sim, veículo;
Jornalista não passeia, viaja a trabalho;
Jornalista não conversa, entrevista;
Jornalista não faz lanche, almoça em horário incomum;
Jornalista não é chato, é crítico;
Jornalista não tem olheiras, tem marcas de guerra;
Jornalista não se confunde, perde a pauta;
Jornalista não esquece de assinar, é anônimo;
Jornalista não se acha, ele já é reconhecido;
Jornalista não influencia, forma opinião;
Jornalista não conta história, ele reconstrói;
Jornalista não omite fatos, edita-os;
Jornalista não pensa em trabalho, vive o trabalho;
Jornalista não é esquecido, é eternizado pela crítica;
Jornalista não morre, coloca um ponto final [ . ]

E aí... concordam?

É, o ano letivo vai começar novamente. Não sei o que esperar deste ano. Eu, que não sei o que esperar nem mesmo do amanhã, vou lá saber como será um ano letivo inteiro? Estou, quando muito, esperando ansiosamente pelas minhas férias no trabalho. Mas isso é um detalhe no qual não vamos entrar no momento.

O detalhe é que este ano terei uma disciplina bem interessante, chamada "Comunicação Comunitária". Ainda não foi publicado o plano de ensino, portanto não tenho como dizer para vocês do que exatamente vai se tratar essa matéria, o que exatamente ela pretende nos trazer. Mas de qualquer forma, esse é um assunto que me interessa.

Sobre comunicação comunitária [ou sobre o que eu, na minha vasta ignorância, acredito ser comunicação comunitária], li essa semana um artigo bem interessante na revista Carta Capital, sobre a chamada TV Muro [clique para ler parte da reportagem]. Nunca ouviu falar? Pois bem, até então eu também não. Até mesmo porque, como o seu criador mesmo diz, ela é a menor TV do Mundo. O idealizador do projeto, o faxineiro Francisco Dario dos Santos, mais conhecido como Chiquinho, fez da sua casa o estúdio e centro de transmissão da sua 'emissora'. O alcance de transmissão da TV Muro é de 50 metros, daí o nome do canal: a TV Muro é transmitida em um televisor que fica em cima do muro da casa de Chiquinho.

É tudo muito bem estruturado, apesar de simples: tem programa de culinária, tem noticiário, tem até reality show alternativo, o Big Muro Brasil. Aos domingos, tem também o programa de fofoca, um dos campeões de audiência [o que me prova que seja aqui ou no interior perdido de Minas Gerais, o povo gosta mesmo é de saber da vida dos outros]. Ah, falar em "campeão de audiência", é falar sobre os programas que fazem juntar mais gente no portão da casa de Chiquinho.

Sobre a audiência, aliás, o telespectador têm participação efetiva na programação. A reunião de pauta, que acontece na sala de visitas, é transmitida ao vivo pela TV Muro, e o público pode dar a sua opinião: é só gritar o tema lá de fora, que a mãe de Chiquinho, dona Maria, anota tudo, e o tema logo entra no noticiário da noite.

A história da TV Muro, apesar de desconhecida por esta que vos escreve, já é bastante conhecida por aí, o que fez com que ela, inclusive, virasse tema de um curta-metragem em 2004, em projeto que foi patrocinado pela Petrobrás. Além disso, ainda foi tema de documentário [pasmem!] de uma rede pública de tevês na Alemanha, a ZDF.



[eu não sei se o YouTube estava com problema na hora que eu fui assistir, não sei se meu micro estava com problema, sei que o áudio tava todo desregulado. Mas assistam, conheçam a história da TV Muro]

É só uma amostra, que a vontade de fazer e alguns equipamentos podem fazer a diferença. E veja só, o único objetivo de Chiquinho com a TV Muro era "ficar famoso". Conseguiu. E conseguiu também transformar um pouco o cotidiano da sua comunidade. E não é exatamente isso que a comunicação quer: transformar o cotidiano da sociedade?

Juventude Transviada

O Ombudsman da Folha de S. Paulo hoje falou sobre um tema muito agradável aos meus, aos seus e aos nossos olhos: como atrair os jovens para o jornal. Bom. Eu me considero jovem, certo, afinal, 25 anos não é nem a metade de uma vida bem vivida. Desde que me entendo por gente, eu leio revistas e jornais. Claro que depois que eu decidi que jornalismo seria minha carreira, a leitura de um jornal diário se tornou praticamente [eu disse PRATICAMENTE] obrigatória, e como eu não estava tendo mais tempo de entrar na internet para ler as notícias, resolvi assinar um jornal. Confesso que tem dias que, da mesma forma como ele é jogado no meu portão, assim permanece até o dia seguinte, quando a culpa me consome e eu resolvo pegar o jornal do dia e devorá-lo. Bom, as notícias que me interessam, pelo menos.

De qualquer forma, eu fui atraída para o jornal não apenas pela minha profissão. Mas também porque sempre achei importante ler, sempre achei importante saber O MÍNIMO do que acontece no mundo, e considerando que nunca fui grande fã do telejornal, prefiro realmente abrir o jornal e ficar uma meia hora ruminando notícias, do que ficar sentada na frente da tevê olhando pra cara do William Bonner. Bom... se tivesse no mudo, ainda vá, mas isso não é assunto para este blogue.

Agora, quando eu li o que o ombudsman da Folha diz, sobre atrair os jovens para o jornal, é algo que eu efetivamente não sei dizer para ninguém como fazer. Percebam vocês o tipo de jovens que temos no mundo hoje em dia: os que têm acesso à internet, vão procurar notícias [ha, ha, ha] na internet. Os que tem a televisão, bom, vão assistir televisão, e provavelmente, assim como eu, não vão querer assistir telejornal, e sim, Caminho das Índias, ou BBB. Fora que, percebam, jornal está caro. Tá, eu assino a Folha, e sei que tá caro. Mesmo para assinante, que ainda pega com desconto, comparando com o preço de banca. Ainda que existam jornais mais baratos.

Eu acredito, numa opinião pessoalmente pessoal e totalmente minha, que o jovem não lê jornal por um motivo absolutamente simples, e que aí isenta o jornal de qualquer culpa: ele não gosta de ler. Simples assim. Como é que você quer chamar a atenção de alguém que, a priori, já não gosta do seu produto? Antes de se perguntar como fazer para atrair mais jovens, o jornal deveria pensar: como posso fazer para que os jovens apreciem mais a leitura? E aí sim, entrar com programas de leitura em escolas públicas é uma idéia, criar suplementos especialmente voltados para os jovens [como é o caso do FolhaTeen], com mais conteúdos. O FolhaTeen por exemplo, é bem legal, traz sempre matérias que interessam aos jovens, mas... é muito curto. Além de sua periodicidade [uma vez por semana] deixar uma janela muito grande de falta de conteúdo para o jovem. Precisa atrair os jovens aos poucos para o jornal, mas não TÃO aos poucos.

O que eu acho que seria uma idéia legal é, dentro do suplemento o jornal ter links [exato, como se fosse internet mesmo] para outros cadernos, como o Cotidiano, ou Dinheiro, ou Esporte. Fazer o cara se interessar por algo além daquele pequeno suplemento semanal. Instigar a curiosidade, criando uma matéria que fosse ter sua continuação num caderno de domingo, como o Mais!. Enfim, uma idéia. Que talvez eu até mande pro ombudsman [isso se alguém não roubar daqui antes, né... ¬¬]

Enfim. Como vocês aí, jovens leitores, leitores, ou senhores leitores, pensam que poderíamos atrair mais jovens para o jornal?

E o que você fez?

Eu resisti até o último minuto.

Mas não poderia deixar o Sado passar essa data assim, totalmente em branco, sem dar o seu pitaco em algum aspecto deste momento tão importante do ano, que é o fim dele.

Parece que no Natal, tudo pára um pouco de funcionar. Bom, tudo o que não se relaciona a ele. Até o jornal de hoje, veio tão magrinho que eu pensei "o mundo acabou?". Não tinha NENHUMA notícia interessante, nenhuma mesmo, daquelas que me fazem parar pra pensar e até compartilhar alguma coisa aqui com vocês. Aliás, ando em falta com este blogue. Espírito de natal, certeza vocês me perdoarão.

Bom... salvo alguma exceção realmente impressionante, eu tiro férias deste blogue até 05 de janeiro. Para que vocês não sintam tanto a minha falta, teremos ainda alguma atualização pessoal e intransferível pelo Coffee Break, ou para, quem é muito sortudo, pelo Blog Correio [projeto novo, que se der certo, um dia eu explico para vocês!].

Então fiquem aí com o meu desejo de Feliz Natal, de boas festas, não exagerem na bebida para não virarem estatística, por favor!

E chega logo, 2009! Porque 2008 foi realmente muito longo, e inclusive já vai tarde...

[estou deixando esse vídeo para vocês, porque eu realmente adoooooooro esse vídeo, é de uma sensibilidade ímpar, para deixar incutido nas crianças uma mensagem não tão subliminar contra o preconceito... e é isso que eu espero de 2009, um ano sem preconceito.]

É... chegou final de ano, acabam-se as aulas, e nos tornamos relapsas com nossos próprios blogues. Bom. Como prometido no início, esse blogue, apesar de ter a princípio um motivo acadêmico, não ira morrer junto com o ano letivo. Pelo contrário. Iremos continuar com nossas histórias, mas pelo menos agora de uma forma mais pessoal.

Éééé... iremos? Bom. Eu e a Sirlene eu acredito que sim! E quiçá, teremos em breve um novo membro [ui!] neste blogue sadojornalístico.

Qual era nossa intenção com esse espaço aqui? Além de ganhar nota [não sejamos hipócritas, people], tentar espalhar um pouco de conhecimento na mente dos futuros jornalistas, além de ter um local onde possamos descarregar toda nossa verborragia sobre o que pensamos dessa área, por vezes ingrata, mas que de uma forma ou de outra sempre nos recompensa. Divulgar notícias [como o espaço twittando aí do lado, que acho que pouca gente viu], divulgar música boa [com o novo espaço last.fm aí do lado também], divulgar blogues amigos e links interessantes [parceiros de manicômio como os nosso queridos comunicólogos do OFIM e do Zoom 8mm], enfim... mergulhar um pouquinho mais, ao menos virtualmente, no mundo da comunicação e do jornalismo.

Acredito que falo por todas as integrantes desse espaço, que aprendemos muita coisa por aqui. Pesquisar notícia boa, gente, não é fácil. Pra quem ainda não tem as manhas das pesquisas, pelo menos, não é nada fácil. Madrugadas adentro lendo notícias, artigos, procurando saber a opinião de jornalistas renomados, tentando entrar em contato com quem possa nos ajudar, enfim... nada fácil AT ALL! Mas pelo menos esse ciclo, podemos falar de boca cheia: vencemos! E estamos agora preparadas para os próximos ciclos, as próximas novidades, os próximos desafios. Para a minha pessoa humana, ao menos, são muitos.

O passo agora, é sair do ambiente virtual, e tentar passar para o real. Maiores detalhes, teremos, claro, e os fiéis dois ou três leitores deste humilde blogue serão os primeiríssimos a saber. Claro, depois de nós mesmas, porque afinal, as idéias serão nossas! Hahahahahahaha!

Enfim, é isso. O blogue não morrerá, e agora [esperamos!] ficará muito mais interessante! Quem [sobre]viver verá!

ESTUDANTES DE COMUNICAÇÃO E PESSOAS INTERESSADAS: fica a dica que minha amiga Sirlene passou por email, publico aqui. Em janeiro, a FAPCOM [Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação] oferecerá cursos gratuitos para quem é ou pretende entrar na área de Comunicação. São temas interessantes, e nós duas já estaremos presentes em duas. Quem quiser saber mais, clica neste link gigante aqui. Inscrições são pelo telefone divulgado no site.

[e juro, juro que tentaremos ser mais fiéis ao blogue. mas... dêem-nos um desconto, agora precisamos relaxar um pouquinho também!]

Culpa do sistema?

Eu gosto de postar off-topics aqui no blog. O off-topic de hoje, em bem da verdade, é muito "on" topic: nas andanças internéticas, fui apresentada ao vídeo "A história das coisas". O vídeo não é muito curto, cerca de vinte minutos. Mas acho que todos nós, pessoas humanas financeiramente ativas, e também nós, pessoas humanas estudantes de comunicação social, deveríamos reservar vinte minutos de nossa vida assistindo a este vídeo.

Sim, nós estudantes de comunicação social. Se é que existe alguma vontade de mudar algo nesse sistema maluco que nós vivemos, acredito que o passo inicial deve ser dado por nós.



Eu tenho comentários a fazer sobre esse filme:

Muita coisa que é falada neste vídeo nós já sabemos. Apenas fechamos os olhos para essa realidade. O porquê disso, vai de cada um. Eu não vou aqui fazer juízo de valor, cada um sabe onde dói sua dor. Mas se nós já sabemos disso tudo, já sabemos ou temos idéia de como o sistema funciona, porque até agora não fizemos nada para mudar essa rotina?

Bom... vou falar por mim aqui: por que até agora eu não fiz nada para mudar essa rotina?

E o que eu, como estudante de comunicação social, futura jornalista [se tudo der certo], posso fazer para que a exploração e a manipulação descontrolada deste sistema possa mudar? Aliás, eu como futura jornalista, deveria ter este interesse em que o sistema mude?

[adoro fazer perguntas. me faz pensar. me façam pensar com vocês. abram suas mentes]

Festa em mim

Eu vou abrir neste blogue um parênteses GIGANTE, porque eu sinto essa necessidade de me expressar. De dizer o que eu vi, o que eu senti, o que eu absorvi nessa noite.

O que eu vi foram estudantes de comunicação social fazendo algo que vai muito muito além do trivial. Aliás, esquece esse rótulo de 'estudantes de comunicação social'. Vamos pra questão de fato. Eu vi gente. Vi pessoas. Vi meninas e meninos brincando com a arte de fazer palavras, a arte de imitar sons e gestos, a arte de fazer bonito. Eu vi eles brincando com a arte.

Festival de Improvisos, eles chamaram essa noite. Ah, que bobagem, improviso? Ali não tinha nada de improvisado, nada de feito de última hora, nada que veio pra substituir algo numa tentativa de ser melhor: ali estava O MELHOR, ali estava o que vocês são, ou o que eu vejo que vocês são. O que eu sinto que vocês são.

O que eu senti foi uma festa em mim, um ânimo súbito e uma vontade de fazer exatamente isso, acreditar no meu sonho e fazer dele realidade, mas uma realidade muito mais palpável, muito mais fácil de fazer, muito mais digesta, mais festa, mais cor. Uma realidade em forma de sonho, em formato de festival.

Eu não tenho palavras para dizer o que eu absorvi. Não tenho palavras para dizer o quanto eu admiro isso tudo que vocês estão fazendo, que vocês estão lutando, que estão acreditando, e que desde já, estão vencendo. Saber que mais pra frente vocês vão aparecer em algum lugar qualquer, e eu, da minha pobre cadeira de redatora [ah, quiçá!], verei vocês e pensarei "olha, eu os vi começando".

Começando... mais uma bobagem! Claro que vocês ainda não estão no fim, mas também certeza não estão no começo. Vocês são o caminho, daqueles que se encontram com muitos outros caminhos e acabam fazendo uma estrada que leva a tantos lugares, e acaba por abraçar o mundo todo.

E toda essa minha verborragia infinita é apenas para dizer o seguinte: eu já sou fã de vocês. Meus parabéns!

[eu não sei fazer vídeos "assistíveis", não sei trabalhar com imagens e diagramação, e menos ainda saberia fazer uma crítica digna do caderno Ilustrada. o máximo que eu sei fazer de vez em nunca é brincar com as palavras, em textos que, talvez um dia, alguém olhe e diga: puxa, ela realmente escreveu com o coração. e foi de coração, que eu resolvi aqui, no blogue do Sado e do Jornalismo, divulgar e divagar sobre o trabalho de vocês. espero que possam um dia me perdoar!]

Access Denied

Estudantes de jornalismo do mundo [ou pelo menos da minha universidade]: uni-vos! Nos laboratórios, ao tentar acessar o conteúdo do Observatório da Imprensa, qual não foi minha surpresa ao ver que o acesso a este portal, daqui dos laboratórios, era proibido.

Censura? Não acredito que seja isso. Acredito que seja algum erro do servidor da universidade que, ao identificar alguma palavra estranha no conteúdo que eu tentava acessar, logo acatou como sendo conteúdo não-educativo. Ou educativo demais? Muitas dúvidas me pairam agora.

Muito mais perigoso seria eu acessar o blogger.com, qualquer blog que eu queira acessar pode ter conteúdo muito menos educativo do que poderia quiçá ser encontrado no OI. Acredito que tenha sido um erro mesmo. Mas de qualquer forma, fica aqui o meu manifesto. Como esse blog será [acredito eu] objeto de avaliação de aprendizagem deste semestre, espero que alguém me ajude a mudar isso. Como futura jornalista, acho que eu tenho não só o direito, mas o dever de ter acesso a toda e qualquer fonte de informação, inclusive através dos computadores da universidade que, de mais a mais, eu pago em dia!

¬¬

Toda vez que surgem casos como o da menina Eloá ou da criança Isabella na televisão, em que se passam dias e dias discutindo com 'especialistas' no assunto, em que nem adianta mudar de canal porque todos eles vão falar sobre a mesmíssima coisa, me pergunto: é realmente necessário?

As notícias serem repassadas à população no formato de notícias, aí sim, é necessário. As notícias serem repassadas no formato de novela, aí não. Todo sofrimento é noticiado passo a passo e as pessoas assistem passivamente em suas confortáveis salas de estar, como se estivessem assistindo a mais um capítulo da novela das oito que passa às nove.

Passividade, taí uma palavra que cabe no contexto.

Passivo também se torna o jornalista que, por um punhado de moedas ou de prestígio momentâneo, se presta a um desserviço como o que aconteceu no mais recente caso de sensacionalismo jornalístico. Entrevistas ao vivo com seqüestrador, com seqüestrada, com o vendedor de hot dog que estivesse ali só pra fazer uma graninha: a mídia sensacionalista não esconde nada!

[qual era a cor da blusa que a menina estava usando quando voltou ao apartamento?]

Quanto mais sofrimento, mais audiência. Quanto mais audiência, mais grana no bolso. Do povo? Certeza que não. O povo não tem tempo de pensar em grana no bolso. Precisa acompanhar a última notícia urgente, marido mantém a esposa em cárcere privado durante 8 horas. Ah sim. Inspirado no último caso noticiado pela mídia.

Notícia que gera notícia.

[o sistema é nervoso e te acalma com a programação do dia]

[sim, eu sei que toda apresentação É NO INÍCIO! não sou uma futura jornalista à toa, tenho que cometer meus erros também!]

Este primeiro post desse blog [o 479064° da minha vida] é apenas para constar a quem quer que venha querer registrar esse domínio que eu tive a idéia primeiro. Rá! Pega essa!

O intuito desse blog é, além de servir aos propósitos do trabalho relativo à matéria de Produtos Comunicacionais, servir ao meu propósito de acompanhar a minha evolução com relação ao assunto que, afinal, vai me guiar por pelo menos os próximos quatro anos, e, quem sabe, se eu tiver coragem de dar a cara a tapa, para o resto de toda a eternidade.

Amém.

Então aqui teremos algumas idéias sobre o jornalismo, como praticado no Brasil e no mundo. Sim, iremos falar muito sobre manipulação da massa, iremos falar sobre o bom e o mau jornalismo, e quem sabe lançar uma campanha anti perguntas-idiotas-feitas-na-hora-errada [exemplo, o ser humano no meio da enchente, perdeu tudo o que tinha, toda a família morre afogada e lá vem o repórter e pergunta: COMO VOCÊ ESTÁ SE SENTINDO NESSE MOMENTO?].

E tentaremos aqui tirar algumas dúvidas daqueles que, como esta que vos escreve, ainda não sabe muito bem porque cazzo escolheu esse campo minado.

Sejam todos bem-vindos ao sadojornalismo!

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