Mostrando postagens com marcador blogs. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blogs. Mostrar todas as postagens

Mudança de planos

Olha aí, prometi, e promessa é dívida!

Teremos uma pequena mudança na estrutura editorial do Sadojornalismo. Não, o blogue não vai acabar. Não, não iremos deixar de falar de jornalismo, pelo contrário: vamos expandir nossos horizontes. Afinal, não só de jornalismo se faz o jornalismo. Paradoxal, mas real. E deixemos as rimas de lado.

Como vocês talvez tenham percebido um dia, temos mais dois autores neste blog. E por alguns motivos que nos permitimos não ficar explanando por aqui, as postagens deles foram muito raras, quase inexistentes. Então fizemos uma reunião e decidimos que isso não continuará assim. Vamos incluir algumas pautas mais interessantes, porque afinal, tem notícia acontecendo em todo lugar.

A ideia é que nós tratemos cada qual com assuntos diferentes. Eu fico com aquela parte chata do jornalismo [cursos, programas, notícias da área], a Sirlene ficará com a parte cultural [dicas de exposições, filmes, teatro, música] e com as notícias bizarras. E o Danilo fica com as resenhas de filmes [que ele já faz com maestria pelo Zoom 8 mm] e de livros, já que ele lê um por dia! [calma, não é para tanto...]

Como bons jornalistas que somos, não conseguiremos nos ater apenas a essa escala. Um dia a gente pode falar da cultura e no outro da manipulação da mídia diante de mais um caso escabroso de violência. Então, fizemos essa divisão mais para vocês conhecerem nossos maiores interesses dentro da área. Mas que isso não queira dizer que esses sejam nossos únicos interesses.

Planejamos também uma reformulação visual, mas aí só mais pra frente, sempre contando com a ajuda mágica dos nossos parceiros publicitários.

Então não nos abandonem, agora mais que nunca, precisamos das sugestões, reclamações e elogios de vocês! A participação dos leitores pode ser através do email, do Twitter, dos comentários: a casa é nossa e de vocês também.

Aqui neste blog já falamos sobre como atrair mais jovens à leitura. Uma das ideias era fazer com que o jornal fosse mais dinâmico, menos sisudo, sem perder a seriedade que, afinal, é o que leva qualquer veículo a uma credibilidade crescente. Mas seriedade não é sinônimo de chatice, e vez por outra o jornalismo nos delicia com ideias incrivelmente simples, porém originais e que podem trazer mais leitores para suas páginas.


Encontrei hoje no blog do Sakamoto a história do João Buracão. João nasceu no Rio de Janeiro, fruto da revolta de um morador de Marechal Hermes, que vinha reclamando há tempos para a prefeitura sobre um buraco em sua rua. Não aguentando mais o descaso da prefeitura na resolução do problema, este morador criou o boneco João Buracão. Quando da cobertura do fato, o Jornal Extra resolveu abraçar a ideia do boneco e, desde então, João Buracão tem feito denúncias dos problemas semelhantes enfrentados pelos cidadãos cariocas em toda a cidade.

O boneco já foi recebido inclusive pelo prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e, como muitos jornalistas investigativos, João chegou a ser agredido por homens acompanhados do irmão da prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset. Tudo isso acaba aumento a visibilidade de João Buracão, que hoje conta com blog exclusivo, onde são divulgadas algumas fotos e reportagens de João.

Uma forma diferente de fazer jornalismo, que não ofende e ainda faz com que os cidadãos interajam com o jornal. E coloca os governantes em maus lençóis, afinal, o leitor passa a acompanhar com mais regularidade as denúncias do boneco João Buracão.

Fica a dica dos nossos colegas cariocas.

Sobre Imparcialidade

Ah... eu, como futura jornalista, acredito ter um grande defeito: não consigo ser imparcial. E é o que a gente ouve o tempo todo, né, que um jornalista tem que ser imparcial, que ele não pode tomar partido, que ele tem que apenas mostrar a notícia, se abstendo de quaisquer comentários sobre a mesma. Não pode ter a opinião própria, tem que ter a opinião do veículo para o qual ele trabalha. Complicado. Ainda mais para uma jovem com ares de rebeldia como eu. Mas é algo que, de repente, eu possa aprender um dia.

Espero que não.

Se tornar uma pessoa imparcial, que não diferencia, ou não demonstra o lado que prefere em uma discussão, ou que não opina sobre alguma sacanagem que você vê sendo feita, é deixar de ser humano. Você precisa trabalhar, pagar suas contas, e por isso você incorpora as opiniões editoriais. Compreensível. Todo mundo precisa trabalhar hoje em dia, e jornalista não é auto-sustentável. Mas tem que haver um jeito de se alinhar com o editorial e ainda assim, dormir em paz com a sua consciência.

Li a respeito hoje, no Blog do Sakamoto. Ele fala sobre a cobertura da guerra, que acaba sendo uma situação mais específica. Em uma guerra tem dois [ou três, ou quatro, ou cinco] lados. Em uma guerra, existe o bom e o mal. Você acaba tendo que tomar o partido, mas... você trabalha em um veículo de comunicação de massa. Você não toma partido, você noticia. É complicado. Você assiste cenas grotescas de desrespeito aos direitos humanos [às vezes, vindo de ambos os lados] e não pode dizer que aquilo é horrível? Você publica fotos de crianças sofrendo, sozinhas, desamparadas, machucadas... e fotos de soldado apontando fuzis para essas crianças, e não tem pode tomar partido?

Por conta de ver, sentir, pensar isso tudo, o artigo do Sakamoto realmente me fez começar a refletir novamente nisso tudo. Por isso recomendo que você, não apenas futuro jornalista, mas futuro comunicólogo e... atual cidadão, leia. E dê sua opinião.

Estava eu totalmente sem inspiração para escrever aqui [não me levem a mal, uma semana antes das férias parece que dobra a quantidade de coisas que você tem a fazer!], procurando por alguma notícia, algum artigo que me levasse a pensar e refletir e tentar achar alguma solução para os muitos problemas da comunicação, da política e cultura nacionais, quando... eis que me deparo com algo que, afinal, tem tudo a ver com este espaço!

Blogs podem ser usados com fins educativos, diz pesquisadora

Sim, poucos, mas queridos leitores deste blogue! Os blogs não só podem, COMO DEVERIAM ser usados com fins educativos, desde que sabiamente explorados pelos nossos educadores. Porque a internet tanto pode ajudar na educação dos seres humanos, como pode ser o destruidor oficial de qualquer aprendizado para o aluno. É bem uma faca de dois gumes mesmo. Este blogue, inclusive, nasceu de um trabalho acadêmico, solicitado pela professora da disciplina de Produtos Comunicacionais. Eu, que já sou macaca velha em blogue, não senti grandes dificuldades em pesquisar assuntos, escrever de uma forma mais culta [afinal, não deixava de ser um trabalho acadêmico], e peguei até gosto pela coisa, descobrindo portais e ferramentas extremamente úteis, que se não fosse por este blog, me passariam despercebidas!

De qualquer forma, eu acho que a tal da inclusão digital vai muito além de "vou fazer um orkut e adicionar 4973 amigos que eu nunca vi na vida", ou "vou criar alguma frase de efeito para colocar no meu MSN e assim todo mundo vir falar como eu sou inteligente". Ainda há aqueles que até criam blogs, mas que a produção destes fica, digamos, muito abaixo do nível necessário para se considerar o blogue uma ferramenta educacional, não há como contestar.

Quem sou eu para criticar? Já tive blog-cor-de-rosa-com-declarações-de-amor-eterno-para-o-namorado, que, convém lembrar, já não é mais sequer amigo.

Acho que essa idéia do blog como ferramenta auxiliar na educação do jovem brasileiro pode, sim, vingar. A única coisa que pega é que estamos criando uma geração de jovens que não lêem livros, não lêem jornais nem revistas, já acham trabalhoso ler qualquer panfleto educacional. Periga que o blog seja apenas uma extensão dos vários erros ortográficos e gramaticais que estamos já habituados a ver em redações de vestibulares, ENEM's e concursos públicos da vida.

Pode usar o blog? Pode. Mas antes de partir pra esse mundo digital, precisa melhorar a qualidade da educação no mundo real. Despertar no aluno o interesse [e a consciência] de ler mais para escrever melhor. Sabendo pesquisar em livros, revistas e jornais "de verdade", por assim dizer, os alunos já terão uma noção melhor de como pesquisar em sites e artigos publicados na internet.

Para que, a partir daí, eles criem seus próprios artigos. Ou, como eu faço por aqui, arremedos de artigos!

BlogBlogs.Com.Br