Juventude Transviada

O Ombudsman da Folha de S. Paulo hoje falou sobre um tema muito agradável aos meus, aos seus e aos nossos olhos: como atrair os jovens para o jornal. Bom. Eu me considero jovem, certo, afinal, 25 anos não é nem a metade de uma vida bem vivida. Desde que me entendo por gente, eu leio revistas e jornais. Claro que depois que eu decidi que jornalismo seria minha carreira, a leitura de um jornal diário se tornou praticamente [eu disse PRATICAMENTE] obrigatória, e como eu não estava tendo mais tempo de entrar na internet para ler as notícias, resolvi assinar um jornal. Confesso que tem dias que, da mesma forma como ele é jogado no meu portão, assim permanece até o dia seguinte, quando a culpa me consome e eu resolvo pegar o jornal do dia e devorá-lo. Bom, as notícias que me interessam, pelo menos.

De qualquer forma, eu fui atraída para o jornal não apenas pela minha profissão. Mas também porque sempre achei importante ler, sempre achei importante saber O MÍNIMO do que acontece no mundo, e considerando que nunca fui grande fã do telejornal, prefiro realmente abrir o jornal e ficar uma meia hora ruminando notícias, do que ficar sentada na frente da tevê olhando pra cara do William Bonner. Bom... se tivesse no mudo, ainda vá, mas isso não é assunto para este blogue.

Agora, quando eu li o que o ombudsman da Folha diz, sobre atrair os jovens para o jornal, é algo que eu efetivamente não sei dizer para ninguém como fazer. Percebam vocês o tipo de jovens que temos no mundo hoje em dia: os que têm acesso à internet, vão procurar notícias [ha, ha, ha] na internet. Os que tem a televisão, bom, vão assistir televisão, e provavelmente, assim como eu, não vão querer assistir telejornal, e sim, Caminho das Índias, ou BBB. Fora que, percebam, jornal está caro. Tá, eu assino a Folha, e sei que tá caro. Mesmo para assinante, que ainda pega com desconto, comparando com o preço de banca. Ainda que existam jornais mais baratos.

Eu acredito, numa opinião pessoalmente pessoal e totalmente minha, que o jovem não lê jornal por um motivo absolutamente simples, e que aí isenta o jornal de qualquer culpa: ele não gosta de ler. Simples assim. Como é que você quer chamar a atenção de alguém que, a priori, já não gosta do seu produto? Antes de se perguntar como fazer para atrair mais jovens, o jornal deveria pensar: como posso fazer para que os jovens apreciem mais a leitura? E aí sim, entrar com programas de leitura em escolas públicas é uma idéia, criar suplementos especialmente voltados para os jovens [como é o caso do FolhaTeen], com mais conteúdos. O FolhaTeen por exemplo, é bem legal, traz sempre matérias que interessam aos jovens, mas... é muito curto. Além de sua periodicidade [uma vez por semana] deixar uma janela muito grande de falta de conteúdo para o jovem. Precisa atrair os jovens aos poucos para o jornal, mas não TÃO aos poucos.

O que eu acho que seria uma idéia legal é, dentro do suplemento o jornal ter links [exato, como se fosse internet mesmo] para outros cadernos, como o Cotidiano, ou Dinheiro, ou Esporte. Fazer o cara se interessar por algo além daquele pequeno suplemento semanal. Instigar a curiosidade, criando uma matéria que fosse ter sua continuação num caderno de domingo, como o Mais!. Enfim, uma idéia. Que talvez eu até mande pro ombudsman [isso se alguém não roubar daqui antes, né... ¬¬]

Enfim. Como vocês aí, jovens leitores, leitores, ou senhores leitores, pensam que poderíamos atrair mais jovens para o jornal?

4 comentários:

Bem, o desinteresse pela leitura é algo claro, e a solução é mais difícil do que se pensa, querida Ana. Primeiramente, a vida está cada vez mais apertada no que se diz respeito ao tempo. Todos tem pouco tempo, os jovens, mesmo alguns sem trabalhar, tem um tempo de lazer menor do que deseja, e não se vê interesse pela leitura como lazer, sendo assim, lazer é Orkut, lazer é MSN, e OBRIGAÇÃO é leitura. Ai você pensa: "Como assim leitura é obrigação?". A escola não cumpre seu papel no incentivo a leitura, eu mesmo ao questionar a professora o porquê de "estudar Teorema de Pitágoras" a resposta foi uma singela "Vai precisar na vida", me digam, ela me deu motivos pra querer aprender? Eu tomei prazer no ano seguinte pelo tal Teorema, com a outra professora. Está sim, tinha didática, mostrava as informações por completo.

Outro detalhe é: "Analfabetismo Funcional". Muitos jovens hoje sabem formar frases, sabem juntar as sílabas, mas se questionar: "O que você entendeu?" não tem nem idéia. Não sabem interpretar, e poucos professores entendem que se tem que resolver um problema desses, precisa de um sistema funcional. Se não interpretam direito um texto jornalístico, por que passar um livro 'complexo'?

Eu falei muito, e pode enrolar um pouco, mas o fato é que, os moldes atuais do sistema de ensino não funcionam.

18 de janeiro de 2009 17:54  

Esse post é polêmico e terá um comment gigante!

Bem, atualmente eu não leio jornais impressos, pelo simples fator econômico. Eu estou num tempo de vacas magras e leio notícias na internet, basicamente!
Porém eu sempre gostei de jornais impressos! Sério, desde jovenzinha, lá com meus 13 anos, eu SEMPRE gostei! E, quando estava na época do vestibular e morava em Porto Alegre, eu comprava quase que diariamente o Zero Hora e de domingo eu revezava entre Zero Hora e Folha de S. Paulo.
E eu adorava ler! Adorava também o fato de um professor de cursinho meu ter uma coluna no Zero Hora! hahaha
Bem, mas de quartas, tinha o caderno "vestibular" que eu SEMPRE comprava e, quando eu mandei minha primeira carta com uma pergunta, já me ligaram e eu apareci numa matéria! [puta coincidência!] e pude visitar o... o... o local de trabalho dos jornalistas do ZH [cujo nome esqueci agora!]
E era uma estratégia legal, pra mim!
Talvez, como vc tenha dito, meu apreço pelo jornal tenha ligação com meu gosto pela leitura...
Mas o fato é que eu sempre queria mais informações e queria pensar sobre as coisas, isso me levava [e levaria hoje] ao jornal impresso!
Porque pela internê vc vê meus comments de matérias, sempre reclamando que elas não divulgaram X ou Y sobre determinado assunto!

Bem... Essa coisa de linkar uma coisa na outra eu já acho sacanagem! Pô, eu ter que ficar aguardando o próximo número pra poder compreender melhor sobre algo me deixaria muito PUTA, viu!
Sério mesmo... Não gostei da idéia!
Mas isso sou eu, que já não gosto de novela, muito menos de ficar pulando de link em link! Mas essa é a tendência, né?
Vai ver eu estou por fora...

Enfim, beibe, lá na Augusta tem uma concentração de emos diariamente, eu vi, e tinham pessoas estudando os emos quando eu passei! Vá lá e pesquise, quem sabe vc num concebe uma grande e bombástica idéia para atrair jovens??? ;~)

Beijos, muito bom o post!

18 de janeiro de 2009 22:58  

Lembrei: o lugar de trabalho dos jornalistas era a REDAÇÃO. Rá!

^^

19 de janeiro de 2009 21:17  

Não vou falar nada de interessante, apenas duas coisas:
25 anos é uma idade avançada rs.
Para atrais os jopens para os jornais basta imprimir fotos de mulherees peladas. Dãh.

Nem sempre sélebro(sic) é um órgão bem usado heheheheh...

Beijundas ^^

19 de janeiro de 2009 21:37  

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