Pizza napolitana


Gomorra não é nenhum “Cidade de Deus” italiano como é anunciado. O filme que retrata um pouco sobre o crime organizado de Nápoles nem é tão perturbador assim em seu enredo. Não me lembro de ter visto nenhuma cena que marcasse [têm lá suas execuções etc.], mas a criatividade que eu pensava encontrar não apareceu durante os 95% do filme que eu cheguei assistir, pois os cinco restantes eu deixei para outra hora oportuna que não fosse atrapalhar na minha vida esportiva de falso maloqueiro, mas de um verdadeiro sofredor.

O filme retrata de forma tímida como funciona a máfia italiana, parece não querer realmente mostrar de fato como as coisas são. Não existe nenhum Zé Pequeno, muito menos um Capitão Nascimento pra dar vida à história. Mas de qualquer maneira não deixou de ser uma oportunidade pra entender como funciona o crime organizado na periferia de outros países. O filme deixa bem claro como a máfia de Nápoles está enraizada na região criando certo comodismo na população napolitana com uma espécie de “bolsa família”. Isso é um lance legal do filme.

O filme foi baseado num livro, que trás o mesmo título “Gomorra”. A diferença é que o autor do livro [Roberto Saviano] está “proibido” de colocar os pés em Nápoles devido à repercussão que causou. Talvez esteja aí uma explicação porque o diretor Matteo Garrone resolveu pegar “leve”.

4 comentários:

Sabe o que é mais engraçado e coincidente?? Hoje na Folha de SP, no caderno Mais!, saiu uma entrevista com o autor do livro, Roberto Saviano... é um jovem, cara! O cara tem 29 anos, só... tipo, eu li a entrevista e fiquei realmente imaginando o quão horrível deve ser vc ser privado de falar com sua família e amigos.

Tudo pq vc escolheu a liberdade de expressão. É foda.

Te passo a matéria, MEGA interessante, depois.

26 de abril de 2009 13:42  

acho que no final das contas o que foi "pertubador" na verdade foi o livro, né?
Sinceramente não sabia que o cara tinha só 29 anos, fiquei impressionado.

26 de abril de 2009 18:51  

Haha.Talvez o diretor do filme preferiu a medíocridade a ser fidediguino a verdade.

26 de abril de 2009 22:45  

Ou, Sixgirl, ele ama mais a vida dele do que a verdade absoluta, hahahahahahahahahahaha!

Até mesmo pq, reflitamos: o que as pessoas têm feito com a verdade nas mãos?

28 de abril de 2009 17:30  

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