Justiça para quem precisa

Antes do tempo, como sempre. Não consegui ficar parada, sem ler nem escrever nada nestes dias de festa, até mesmo porque, como não viajei, o que eu mais fiz foi mesmo escrever e ler.

E ler coisas como essa, como diria Simão, no país da piada pronta. É inacreditável o poder da justiça em nosso estimadíssimo país. Independente de ser o caso do jornalista Tim Lopes ou não, o que vem ao caso é que eles são comprovadamente assassinos. Agora eles se comportaram bem na cadeia [vá saber o que esse povo da justiça considera "bom comportamento". Para a minha pobre mente ignorante, MATAR não é, nem de longe, bom comportamento], então eles terão direito ao regime semi-aberto.

Dá dois dias pra eles. Quem quer bater uma aposta comigo que pra cadeia eles não voltam?

Tem um ditado muito inteligente que diz que Deus não dá asa a cobra. Mas a justiça brasileira, sim. Isso é apenas um exemplo para quantos bandidos quiserem matar jornalistas, por exercerem um trabalho de investigação e informação ao público: não se meta na área do crime, senão vai sobrar chumbo pra você. Dá pra você trabalhar tranquilo [o trema morreu na passagem do ano, ainda estou me habituando], sabendo que, se o seu trabalho mexer com os brios de alguém da alta criminalidade, você vai morrer, e o cara ainda pode ser libertado alguns anos depois por "bom comportamento"?

Devemos cobrar um pouco mais da justiça desse país. Devemos nós, que fazemos parte da mídia, divulgar e fazer com que as pessoas abram suas mentes e vejam, esses cidadãos [cidadãos?] ainda não estão prontos para voltar ao convívio da sociedade. Se é que algum dia estarão. Então eles merecem a liberdade, ainda que semi-liberdade, que um dia eles negaram ao jornalista?

É claro que, na minha grande utopia, o crime nem deveria existir. Aí entram aquela galera dos direitos humanos, que dizem que as cadeias estão super lotadas, e que quem se comporta bem tem que ter uma segunda chance e tudo mais.

Quem vai dar a segunda chance ao Tim? Ou a tantas outras pessoas que morrem nas mãos impiedosas dos donos do morro? Quem vai dar uma segunda chance para que o crime não mais exista no Brasil?

Já sei, grande utopia, Ana P. Não custa nada sonhar. Não custa nada tentar, mesmo que de uma forma tão pequenina e inocente como um simples blog estudantil, fazer com que algumas pessoas reflitam. E compartilhem.

Começo de ano, o blog está aberto a sugestões. Logo teremos novas enquetes, para tornar esse aqui um espaço mais interativo. E novidades, muitas, já que, a partir de 12 de janeiro, estarei de férias do trabalho oficial [aquele que me paga para que eu possa pagar pela internet que faz com que eu tenho acesso a vocês], mas com o pique total por aqui!

Feliz Ano Velho pra gente. Começamos bem...

3 comentários:

Ana,

Gostei muito do seu blog. Muito bem escrito e editado.

Já adicionei o teu feed no meu agregador Yahoo! Assim, posso acompanhar mais de perto o dia a dia do SadoJornalismo (que grande sacada esse nome!!!).

Conte comigo como leitor e colaborador em tudo que precisar.

Feliz ano novo!!!!

Hélio Teixeira

4 de janeiro de 2009 12:30  

Ui ui ui. Todo cheio de pompa esse coment acima ein!

Quero ver as novidades do blog ein!

Sobre os assassinos, um desses tem que matar a família do advogado/juiz/senador, assim quem sabe...

Beijundas ^^

4 de janeiro de 2009 18:15  

Bom, eu entendo tudo o que disse, mas, sem querer ofender as mãos por trás desse texto (sem querer ofender mesmo, sem sarcasmo), é um pouco fácil criticar tudo o que não dá certo no país e não apresentar soluções.
Por um lado, temos, como disse, os presos que saem da prisão por bom comportamento que claramente mostram que deveriam continuar presos. Por outro temos os presos que desejam recomeçar uma vida nova, se comportam bem e esperam um dia poder sair daquele lugar.
Então, devemos manter os presos ruins dentro e os bons fora, certo? Mas e aí? O que se faz? Isso vai mais além das questões superficiais. A justiça foi criada para ser uma ordem a qual todos respeitam por concordarem com ela e acreditarem que esta garantirá a segurança, as melhores condições e oportunidades se seguirem um certo conjunto de leis. Então, vendo isso, podemos dizer que ela deve garantir que todas as pessoas "boas" tenham chances de viver.
Então discutindo as opções que temos:
1.Liberar para que todos possam sair da prisão por bom comportamento. Então teremos prisioneiros "maus" saindo também.
2.Recusar qualquer perdão. Então os prisioneiros "bons" não terão mais chances na vida.
3.Separar os "maus" dos "bons". O que seria perfeito, tão perfeito quando a utopia de não haver crimes, já que a discussão entre o bem e o mal é uma das mais antigas da história junto com o amor e a existência.
Quem povo segue um conjunto de leis que lhe trás malefícios?
Por fim, minha opinião:
Não acredito que utilizamos o melhor método para o encarceramento, precisamos de uma mudança, mas para isso, antes de tudo, o homem deve entender que nem sempre haverá intersecções entre o que ele quer fazer, o que ele deve fazer e o que ele acha que é certo. Só assim ele decidirá o caminho que tomará.

4 de janeiro de 2009 23:06  

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